Imprensa

BARCAÇA DA CATEQUESE E O
GATABORRALHEIRISMO (14)

DANIEL LIMA - 19/12/2025

Para entender a dimensão da Barcaça da Catequese num Grande ABC borralheiro e no futuro que logo chegou no formato de Detroit à Brasileira é preciso ir muito além das páginas do jornal. As páginas do jornal são a vitrine da corporação empresarial. Por isso, decidimos programar a substituição do Conselho do Leitor pelo Conselho Editorial naquele início de jornada presencial à frente do Diário do Grande ABC. Era julho de 2004. O produto Diário do Grande ABC estava sendo dolorosamente influenciado publicamente por consumidores sem preparo técnico.

A decisão não se tratava de simples troca do Conselho do Leitor pelo Conselho Editorial.  A mudança era muito mais substantiva. Resplandecia o terreno do conceito, da especificidade e, sobretudo, da integridade profissional da Redação. O Conselho do Leitor era uma invasão de domicilio inapropriada com enraizamento enviesado na área comercial.

Ao decidir por mudança que se consolidaria apenas no final daquela temporada de 2004, entendia que o Conselho do Leitor era instância estranha no departamento-vitrine da empresa — o editorial — porque atingia diretamente quem estava envolvido com o público e, consequentemente, com o produto final. 

CIDADELA FRAGILIZADA  

A composição e as funções atribuídas aos conselheiros-leitores tipificavam anomalia. Agrediam e impactavam a corporação. Considerava então que o Conselho do Leitor golpeava a estabilidade motivacional. Os profissionais da Redação eram avaliados publicamente por amadores. Por mais que potencialmente houvesse colaboradores do Conselho de Leitores que poderiam contribuir com a melhoria do jornal, a exposição crítica da forma que se caracterizou — em espaço fixo nas edições de domingo — tornava a Redação cidadela fragilizada.  

As repercussões se refletiam no produto final. Chutava-se ladeira abaixo uma bola-de-neve de impropriedades que abalavam a unidade da equipe. O Diário do Grande ABC daquele 2004 ruminava traumas provocados por mudanças no quadro acionário. A Redação estava reduzida à metade de colaboradores ante o melhor período dos anos 1990.

Nada era mais comprometedor à equipe do que se sentir permanentemente impactada por avaliações públicas de não-especialistas. Havia entre eles uma competição por apontar inconformidades. A formalização do Conselho do Leitor seria eliminada em sintonia com o encerramento do mandato.

OPOSIÇÃO PUBLICITÁRIA

Enfrentei oposição na companhia. Minha chegada na empresa causou rebuliços despropositais. Afinal, não tinha compromisso com o novo acionista majoritário, o empresário Ronan Maria Pinto, que ultrapassasse o campo de jogo editorial baseado no Planejamento Estratégico que entreguei em seguida ao convite. O compromisso com a sociedade leitora do jornal estava ali impresso, documentado e carimbado.

Nesse mesmo documento fiz um alerta sobre o Conselho dos Leitores: a exclusão do organograma oficial não significaria que a Redação estaria imune a avaliações internas e externas. Distante disso. Estabeleceríamos medidas cautelares que permitiriam medições permanentes do conjunto da Redação e também por editoria sem que a metodologia abalasse preceitos profissionais alinhados com a estrutura operacional disponível.

Não poderíamos desconsiderar uma situação escancaradamente clara: o conteúdo editorial do Diário do Grande ABC, face às atribulações conhecidas de todos, encontrava-se em momento decididamente complicado e, portanto, extremamente delicado. Não era de bom alvitre a adoção de qualquer instância avaliativa — principalmente por leigos — que expusesse publicamente ou mesmo internamente os pecados da publicação.

Estimulava-se a insegurança individual e coletiva, caminho mais curto à instabilidade emocional e técnica de profissionais que exigiam dose diária de estímulo, combinada com senso crítico, de quem conhecia de fato o ritual da atividade.

PRODUTO INTEGRADO

Ou seja: o Conselho do Leitor seria uma peça de carpintaria editorial aproveitável com adaptações num contexto diferenciado daquele. Não existia estrutura técnico-emocional para suportar o strip-tease a que eram submetidos os jornalistas. Por mais boa-vontade e interesse que tivessem, os leitores travestidos de conselheiros nem sempre retiravam as peças com sabedoria. O show de nudez lembrava cabarés de beira de estrada.  

O produto que ia às ruas precisava ser entendido de forma muito mais integrada do que simplesmente numa censura pública a deslizes ortográficos e balangandans interpretativos.

Uma das providências ao assumir formalmente o cargo foi a criação de  newsletter com a qual me comunicava com toda a corporação. Essa foi uma ferramenta que utilizei durante a gestão da Redação do Diário do Grande ABC. O boletim eletrônico neutralizava ou equacionava internamente os efeitos públicos negativos do Conselho do Leitor, atuante até dezembro.  

PUBLICIDADE EM CAMPO

Foi por meio dessa newsletter que o diretor-comercial do Diário do Grande ABC, Oscar Osawa, se manifestou sobre o desmonte programado do Conselho do Leitor. Osawa, um dos executivos que simbolizava a chegada de cinderelescos paulistanos à Rua Catequese, entregou a rapadura da interferência, até então, da área comercial em assuntos de conteúdo  editorial.

Leiam o conteúdo da troca de mensagens que levei aos colaboradores do Diário do Grande ABC ainda na fase anterior à ocupação do cargo, quando atuei externamente como ombudsman enquanto se resolviam as pendengas de minha posse:

Recebi do diretor do jornal, Oscar Osawa, o seguinte emeio:

"Caro Ombudsman: vai aí minha colaboração a respeito do Conselho do Leitor. Como participei desde sua origem, por termos pesquisado e até participado de uma reunião do Conselho do Leitor do jornal Zero Hora, tenho opinião formada sobre. Penso que o Conselho do Leitor, da forma como é hoje, representa uma (não é a única) ferramenta valiosa para balizar a qualidade de nosso produto. É o consumidor de nosso produto jornalístico que emite suas opiniões a respeito do que consome diariamente. Ter este feedback é tão ou mais importante que uma pesquisa de avaliação de produto".

"Tenho certeza que nossos editores têm maturidade suficiente para entender as observações de leigos e retirar delas bons ensinamentos, desprezando as impropriedades técnicas que vêm a reboque, não ficando sensibilizados em suas autoestimas profissionais. Entendo que são bem-vindas sugestões para aprimoramento de seu funcionamento para otimização de seu potencial utilitário. É claro que um Conselho Editorial é outro mecanismo tão bom quanto. Não vejo nenhum inconveniente de termos ambos sendo ativados de forma concomitante. Aliás, penso que não apresentam nenhum tipo de antagonismo. Pelo contrário, podem retroalimentar-se. Obrigado pelas contribuições".

Eis minha resposta ao executivo o do Diário do Grande ABC:

O formato do Conselho do Leitor, de exposição das vísceras da redação sem o menor embasamento técnico, editorial e conceitual da publicação, é, repito, um atentado à classe dos jornalistas e à própria compreensão dos leitores. Uma das condições (entre outras) para que continue meu trabalho de ombudsman está na supressão desse modelo ao final do mandato dos atuais conselheiros.

Ouvir os leitores é fundamental, e jamais passou pela minha cabeça algo em contrário; mas entregar-lhes de bandeja uma coluna dominical que agora passou a ser frequentada também num esquema de pancadaria demagógica pelo editor-chefe, aí é demais. Duvido que os editores do jornal aceitem essa tipologia criminosa. Se eles não se manifestam é porque temem represálias, já que não acredito que sejam amorfos.

O Conselho do Leitor no formato atual, repito, é um acinte. Nenhum jornal sério se submete à execração pública de leigos. Como nenhuma empresa de qualquer setor se submete à avacalhação pública varejista. O Conselho Editorial é algo completamente diferente entre outras razões porque jamais se interporia entre a redação e os leitores.

EDIÇÕES ALEATÓRIAS 

Encontrei em meu acervo de papel, seguramente guardado no sótão de minha residência, uma pasta que dá conta de páginas do Diário do Grande ABC que trataram do Conselho do Leitor. É uma preciosidade. Aleatoriamente faço uso de cinco das edições, das quais retiro algumas observações dos conselheiros.

O resumo dessa ópera de escárnio profissional é que o jornal confessava publicamente a incapacidade de autogestão editorial. Situação que corrigimos com a newsletter já mencionada de metodologia que explicaremos em capítulo específico. Uma newsletter – repito -- que substituiria a condição anterior de ombudsman. Leiam e se empanturrem de irritação. 

 Edição de 11 de janeiro de 2004: 

a) A manchete do dia 7 de janeiro –Moradores vivem sobre lixão clandestino em São Bernardo – foi alvo de críticas do conselheiro Luiz Lotto. O conselheiro alegou que a mesma fazia o levantamento da questão do Jardim das Oliveiras sem a existência de comprovações concretas sobre o fato. “Será que realmente ali havia um lixão? Eu acho que essa manchete fez muito estardalhaço sem ter conteúdo. Uma matéria como essa deve ser feita com mais base”—afirmou. Rosana Costa, que acompanhou a reunião, explicou que foi comprovado que no local funcionava um lixão e que é papel do jornal alertar a população sobre a questão. Dois outros conselheiros, Conceição Russo e Agnaldo de Cassio Moreira, também consideraram a manchete sensacionalista.

b) Ele (conselheiro José Ricardo Dias) questionou sobre a imagem e a manchete publicada no dia 4 de janeiro. “A foto da balsa não tem nada a ver com a manchete sobre o SUS”, disse. Rosana explicou que isso é comum na imprensa e que nem sempre a principal imagem da capa tem ligação com a manchete do jornal, uma vez que a primeira página do jornal prioriza as melhores fotos do dia. 

 Edição de 7 de março de 2004:

a) Agnaldo de Cassio Moreira sugeriu que o jornal reforçasse a cobertura sobre a crise da cadeia de Diadema. “Creio que o episódio tem repercussão nacional e por isso precisa receber mais atenção. 

b) Acredito que o Diário se empenhou em mostrar o que ocorre, mas não se empenhou muito no lado crítico. O jornal poderia ter avançado mais na cobertura, até porque o assunto não está resolvido. Seria bom ver também o que acontece em São Bernardo, em Mauá e Ribeirão Pires, onde a cadeia pública está um inferno”.

c) Maria Olindina Gozzi disse que gostou da cobertura do Carnaval. “Gostei demais das fotos, tanto as locais como as de São Paulo, do Rio, de Salvador, do Recife. A única coisinha que não gostei foi de uma reportagem que dizia textualmente: “Foi de dar pena o início do Carnaval de Santo André. Com certeza, era uma referência à chuva, mas foi um juízo de valor desnecessário”. 

 Edição de 11 de junho de 2004: 

a) A conselheira Maria Olindina elogiou a coluna Panorama Político, de Carlos Brickmann. “São notas rápidas, facilmente digeridas, e sempre que pode ele dá um toque de picardia, haja vista o que fez om o bacharel da Uniban, Vicente Paulo da Silva, onde relata como ele conseguiu cumprir  a carga horária do curso de Direito”.

b) Ondina também destacou a coluna Contexto, de Daniel Lima, no dia 24 de junho, na página 3 do Primeiro Caderno: “Precisei ler aquele texto várias vezes. Achei complexo quando ele fala do Grande ABC troiano. Então, li várias vezes até conseguir entender. De repente compreendi a sutileza e a essência da ideia que o Daniel Lima passou naquele artigo. Tudo foi colocado de uma forma tão delicada, quase que inatingível, achei um primor. Me deu trabalho: li várias e várias vezes, mas no final fiquei satisfeita”.

c) A conselheira Glória criticou os erros de grafia encontrados no Primeiro Caderno. “Já falei sobre isso na primeira reunião, mas os erros do Primeiro Caderno não diminuíram. Temos aqui na página 3 , dia 30 de junho, alguns exemplos. Na página 2, Política Grande ABC, até o número do quadro de eleitores tinha erros: era para ver em milhar, estavam faltando números no quadrinho. 

 Edição de 20 de junho de 2004: 

a) A conselheira Glória Gonçalves disse que encontrou erros de informação na matéria sobre o jogo Brasil e Argentina. “Tem muitos erros e, na minha opinião, jornal não pode ter erro. Uma parte da matéria diz que o público foi de 30 mil. Em outro texto, já não são 30 mil, mas 40 mil. Fica a pergunta: qual das duas informações está correta? Também há erro quanto ao placar. A matéria fala que foi 3 a 1, mas na ficha vem a informação de que foi 3 a 0. Tenho anotado. Há erro ainda na escalação dos jogadores. Isso tira a credibilidade, disse Glória.

b) O conselheiro Ruy  Rocha afirmou que, na sua opinião, o jornal está com excesso de matérias da Agência Estado, em detrimento da produção local. “Não precisa ser repórter para ver isso. Peguei a edição de ontem e notei que a quase totalidade das matérias são da agência”.

c) A consultora Maria Olindina pediu precisão no vocabulário: “Não sou fã do Maradona, como já disse, mas tenho respeito pelo ser humano. Por exemplo: no dia 12 de maio, saiu e Esportes esse título: “A crise de abstinência de drogas tem feito a Diego Maradona armar mais um barraco”. Não gostei da palavra “barraco”. Se o rapaz está numa situação ruim, devemos respeitá-lo como ser humano. A palavra barraco não condiz com esse espírito.”  

 Edição de 4 de julho de 2004: 

a) A coluna Conversa na Varanda, escrita pela psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, foi a seção mais debatida. O conselheiro Ruy Rocha Júnior elogiou a colunista pelo artigo Suspiros e Lamentos dos Românticos. “Embora ela corra o risco de ser odiada por uma grande maioria de pessoas conservadoras, suas ponderações foram conduzidas com maestria, demonstrando conhecimentos profundos sobre as construções históricas que permeiam a sociedade burguesa e os pensamentos por ela criados”, disse Rocha Júnior em e-mail enviado à redação. (...) Já o consultor Agnaldo de Cássio Moreira declarou ter aversão aos textos da sexóloga. “A coluna dela não me agrada. Mas no dia 23 de maio ela escreveu um texto que me surpreendeu pela linha técnica e científica que tomou. Nesse texto ela foi feliz”.  

 Edição de 26 de setembro de 2004:

a) Luiz Carlos Leone criticou a publicação de fotos de arquivo, sobretudo relativas a pessoas. “Lembro que recentemente o Diário publicou uma foto de arquivo do assessor jurídico da Prefeitura de São Caetano Antônio Gusmam, e o resultado foi lastimável. A foto era de 2002, quando esse cidadão era bastante gordo. Só que ele emagreceu. Está mais magro na realidade, mas saiu gordo ainda no jornal, já que a foto era antiga. Essa situação precisa ser evitada”. 

CONSELHO EDITORIAL

Ao preparar o Planejamento Editorial Estratégico, entregue em março de 2004, decidi pela criação do que chamei de Conselho Editorial, um grande salto de qualidade do jornal. Diferentemente do Conselho do Leitor, que vivia à caça de descuidos léxicos e analisava superficialmente os assuntos sobre os quais o jornal se dedicava a levantar, o Conselho Editorial seria integrado por profissionais residentes e atuantes na região. Seriam especialistas em diversas áreas. Caberia a eles, juntamente com alguns jornalistas da equipe de redação, a tarefa de construir coletivamente um novo perfil de produção do jornal, absolutamente sintonizado com o macroplanejamento editorial.

Com minha demissão e a saída de praticamente todos os profissionais daquela Redação a partir de maio de 2005, o Conselho Editorial que deixei de herança e que já se tornava eficiente (dedicaremos um capítulo específico sobre isso), acabou jogada no lixo sem qualquer comunicado aos participantes. 

CONSELHO CONSULTIVO

O Diário do Grande ABC voltou em 2020 a falar em Conselho Consultivo. Mais propriamente em setembro. Coloquei em dúvida a iniciativa numa análise publicada na revista digital CapitalSocial.

Escrevi sobre sérias dúvidas do modelo que seria apresentado. Perguntei: Como será o Conselho Consultivo do Diário do Grande ABC que o diretor-superintendente Marcos Bassi pretende anunciar e botar para funcionar? Entre as muitas dúvidas que tinha era saber se o Conselho Consultivo seria do Diário ou da Sociedade. “Se for do Diário, é melhor não ter. Pelo menos em se tratando de envolvimento no produto editorial” -- escrevi.  

Antecipei que se ficasse a cargo de Marcos Bassi, apenas a cargo de Marcos Bassi, como ficou sob minha decisão o Conselho Editorial que deixei pronto e já atuante no Diário do Grande ABC em 2005, o resultado seria ruim.  “Marcos Bassi não é um profissional de comunicação. Não tem a menor ideia do que seja jornalismo diário. Precisa, portanto, ter a humildade de ouvir quem está no front da Redação do Diário do Grande ABC. E eventualmente outros agentes da área”.

Expliquei que a diferença entre um Conselho Consultivo do Diário e um Conselho Consultivo da Sociedade é que o primeiro enxergaria um quarto escuro pelo buraco da fechadura de exclusivismos e corporativismos, quando não outros ismos. O Conselho Consultivo da Sociedade escancararia um portal de informações e vivências que contribuiriam a mudanças na linha editorial e no ambiente regional.  

Alertava também se a definição por um Conselho Consultivo da Sociedade seria peça de carpintaria da cidadania para valer ou um jogo de cartas marcadas, para dar aparência de democracia controlada a algo que não passaria de embuste de marketing.  E tracei a diferença entre uma coisa e outra. “O que chamo de democracia controlada não é outra coisa senão o Conselho Consultivo formado por especialistas em diversas áreas e setores. Mas não  somente isso. A “controlada” designativo de “democracia” significa que o comandante da tropa precisa ter um olhar para o conjunto da obra editorial do jornal que, por sua vez, estaria amarrado a um planejamento estratégico. “Foi o que ancorou todos os conselhos consultivos e editoriais que criei. Sem isso, teremos um Exército de Brancaleone institucional”.  

O que chamava de “embuste de marketing” era o fingimento programado de um jogo de faz-de-contas em que conselheiros consultivos seriam frutos de um plano que desconsideraria vetores essenciais e se fixaria em articulações institucionais que, como se sabe, tratariam tudo com o sentido implícito de parecer reformista, mas de fato se cristalizaria como mais um curral de decisões viciadas  -- escrevi. 

E prossegui: “O novo executivo do Diário do Grande ABC precisa me convencer como jornalista (...) de que está no mercado de informações para valer, com compromisso social -- ou seria mais uma peça de uma engrenagem depauperadora que já dura décadas de um ambiente de falsificações institucionais”.  “ Marcos Bassi será apenas um vértice de um jogo de cena de mudanças que não mudariam nada ou vai entrar para valer na tempestade de empobrecimento do Grande ABC (em todos os sentidos do termo) ao longo de décadas”? 

Para completar,  afirmei: “Fosse o Diário do Grande ABC uma fábrica de panetone, de linguiça, de laticínios ou de macarrão, não dedicaria uma linha sequer ao anúncio de que pretenderia compor um conselho de consumidores. Como o Diário do Grande ABC e todos os veículos de comunicação têm o quinhão de imbricamento social inerente à atividade, a formação de um grupamento de consumidores de informação é assunto que transcende as entranhas internas da empresa”.  

O Conselho Consultivo do Diário do Grande ABC anunciado em 2020 jamais foi levado adiante. 



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