A liderança nacional em Gestão Pública e a décima posição também nacional em Desenvolvimento Econômico sustentam São Caetano como campeã do G-22, grupo dos 20 maiores municípios do Estado de São Paulo, criado em 2012 por CapitalSocial. A base dos dados comparativos é o Ranking de Competitividade dos Municípios Brasileiros organizado pelo Centro de Liderança Pública. CapitalSocial identifica os estudos como Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios.
Os dois pilares (ou dimensões) dão a São Caetano do prefeito Tite Campanella vantagem considerável quando se avalia o desempenho geral dos municípios brasileiros. O terceiro pilar dos estudos, relativo à Gestão Financeira, foi analisado ontem e teve Santo André como maior destaque nacional. Os resultados estão incorporados aos dados gerais.
A sexta colocação no Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios registrada na temporada passada, primeiro ano de mandato de Tite Campanella, representou dois posicionamentos de avanço na classificação geral. Mas no ambiente mais competitivo do Estado, que reúne os 20 maiores municípios selecionados por CapitalSocial há mais de uma década, a liderança geral de São Caetano tem nas duas modalidades os pontos de destaque e explicam o sucesso na classificação geral nacional.
COMBINAÇÃO DA LIDERANÇA
O primeiro lugar de São Caetano em Sociedade, ou em Gestão Pública segundo a nomenclatura adotada por CapitalSocial, e a décima em Desenvolvimento Econômico têm como concorrente mais forte no G-22 os municípios Paulínia e Jundiaí, no Interior do Estado. Jundiaí ocupa a quinta posição em Gestão Pública e a 25ª posição em Economia. Já a pequena Paulínia, de fortíssimo Polo Petroquímico, Gestão Pública ocupa a quarta posição no G-22 enquanto Desenvolvimento Econômico está na posição 16.
Pelo critério adotado por CapitalSocial, o peso maior para a definição classificatória do G-22 é a Dimensão de Gestão Pública.
Os cinco municípios do Grande ABC que constam do G-22 elaborado por CapitalSocial (Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não têm porte econômico para constar do grupamento) contam com posições variadas nas dimensões Gestão Pública e Economia. Santo André é a 46ª colocada em Gestão Pública e a 194ª em Economia. Situação bem abaixo de São Bernardo, na nona colocação no primeiro e na 40ª na segunda. Diadema e Mauá estão ainda mais abaixo. Diadema está na posição 53 em Gestão Pública no ranking nacional enquanto cai para a posição 260 em Desenvolvimento Econômico. Já Mauá está na posição 136 em Gestão Pública e na posição 205 em Desenvolvimento Econômico.
EQUILÍBRIO POSITIVO
O melhor resultado de São Caetano no G-22 se deve principalmente ao forte equilíbrio positivo entre o índice de Gestão Pública e o indice Desenvolvimento Econômico, conforme pode ser observado nos dados que se seguem.
Entre um indicador e outro a distância é de apenas nove pontos. No caso de Paulínia, segunda colocada, são 12 pontos. Terceira colocada, Jundiaí soma 20 pontos de distância – do quinto para o 25º lugar.
Como se pode verificar na ordem classificatório do G-22, com base no Campeonato Brasileiro de Competitividade, que reúne pouco mais de 400 municípios com mais de 80 mil habitantes, quanto maior a distância entre a âncora de Gestão Pública e Desenvolvimento Econômico, maior deveria ser a preocupação dos administradores públicos.
Mas a diferença de pontuação não quer dizer tudo porque tudo depende da pontuação obtida. O caso envolvendo Piracicaba e Barueri é emblemático. Piracicaba ocupa a quarta colocação na classificação do G-22 no embate entre Gestão Pública (11) e Desenvolvimento Econômico (78). São 67 pontos de distanciamento. Barueri também mantém distância de 67 pontos entre os dois indicadores, mas em situação distinta ao registrar a posição 72 em Gestão Pública e a oitava posição em Desenvolvimento Econômico. O que isso significa? Significa que Barueri tem mais força econômica que Piracicaba, mas registra qualidade de Gestão Pública inferior. Há outros exemplos semelhantes.
DIADEMA X RIBEIRÃO PRETO
Ribeirão Preto, última colocada do G-22, é um caso a ser estudado e uma comparação com Diadema seria suficiente para estabelecer diagnóstico aparentemente intrigante. A cidade do Grande ABC está na 11ª colocação como resultado do confronto Gestão Pública versus Desenvolvimento Econômico, enquanto Ribeirão Preto ocupa a última colocação. Ou seja: Diadema conta com melhores dados sociais do que a cidade do Interior (53ª colocação nacional ante 166ª de Ribeirão Preto), embora na dimensão de Desenvolvimento Econômico Ribeirão Preto seja muito melhor ao ocupar a posição 63 enquanto Diadema não passa da posição 260.
O detalhamento do ranking do Centro de Liderança Pública não deixa dúvidas sobre a disparidade social envolvendo Diadema e Ribeirão Preto, com vantagem para a cidade da região. Em Acesso à Saúde, Diadema ocupa a posição 37 ante a posição 297 de Ribeirão Preto. Em Qualidade da Saúde a vantagem é de Ribeirão Preto – 43 a 147. Em Acesso à Educação, Diadema é a 80ª colocada nacional, enquanto Ribeirão Preto é a 144ª. Em Qualidade da Educação, o placar é 136 a 194 favorável à Diadema. Em Segurança, Diadema ocupa a posição 164 e Ribeirão Preto a posição 230. Em Saneamento, Diadema é a 46ª colocada, enquanto Ribeirão Preto é a 174ª .Para completar, em Meio Ambiente, Diadema está na posição 351 e Ribeirão Preto na 339.
CLASSIFICAÇÃO DO G-22
Um contraponto a esses números tendo a líder São Caetano como exemplo de Gestão Pública avançada é elucidativo. São Caetano é a 90ª colocada no ranking nacional de Acesso à Saúde, a terceira em Qualidade da Saúde, a quarta em Acesso à Educação, a sexta em Qualidade da Educação, a 130ª colocada em Segurança, a 19ª colocada em Saneamento e a 390ª colocada em Meio Ambiente.
Acompanhe a classificação do G-22 nas dimensões de Gestão Pública e Desenvolvimento Econômico, sempre levando em conta o posicionamento real no Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios e o fator de âncora classificatória da dimensão Gestão Pública.
1. São Caetano – 1 e 10, total de nove pontos de diferença.
2. Paulínia – 4 e 16, total de 12 pontos de diferença.
3. Jundiaí – 5 e 25, total de 20 pontos de diferença.
4. São Bernardo – 9 e 40, total de 31 pontos de diferença.
5. Piracicaba – 11 e 78, total de 67 pontos de diferença.
6. Santos – 16 e 28, total de 12 pontos de diferença.
7. São José dos Campos – 19 e 69, total de 50 pontos de diferença.
8. Campinas – 36 e 12, total de 24 pontos de diferença.
9. Santo André – 46 e 194, total de 148 pontos de diferença.
10. Taubaté – 49 e 119, total de 70 pontos.
11. Diadema – 53 e 260, total de 207 pontos de diferença.
12. Sorocaba – 64 e 70, total de seis pontos.
13. São José do Rio Preto – 68 e 82, total de 14 pontos de diferença.
14. Mogi das Cruzes – 69 e 196, total de 127 pontos de diferença.
15. Barueri – 72 e 8, total de 64 pontos de diferença.
16. Sumaré – 78 e 114, total de 36 pontos de diferença.
17. Osasco – 113 e 13, total de 100 pontos.
18. Guarulhos – 120 e 190, total de 70 pontos de diferença.
19. Mauá – 136 e 205, total de 69 pontos.
20. Ribeirão Preto – 166 e 63, total de 103 pontos de diferença.
MÉTRICA DO CLP
De acordo com o regramento estabelecido, o universo da Gestão Pública do CLP (Centro de Liderança Pública) refere-se a um dos pilares estruturais mais importantes do Ranking de Competitividade dos Municípios elaborado anualmente pela instituição. O CLP utiliza essa métrica para avaliar a capacidade dos governos locais em gerar bem-estar social, dignidade e qualidade de vida para a população.
No modelo técnico desenvolvido pelo CLP em parceria com consultorias especializadas (como a Tendências Consultoria e a Gove), os municípios são analisados sob três grandes dimensões: Instituições, Economia e Sociedade.
A dimensão Sociedade (Gestão Pública) é historicamente a que possui o maior peso na avaliação geral (cerca de 42,4% do total do peso do ranking municipal), refletindo o entendimento de que a verdadeira competitividade só existe se reverter em benefícios reais para o cidadão. O macroindicador de Gestão Pública se desdobra em pilares temáticos específicos que abarcam os seguintes indicadores:
1. Acesso à Saúde: cobertura vacinal, atendimento pré-natal, tempo de espera e eficiência hospitalar.
2. Qualidade da Saúde: taxas de mortalidade infantil, mortalidade materna e causas de mortes evitáveis.
3. Acesso à Educação: Taxas de matrícula na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
4. Qualidade da Educação: notas de exames nacionais (como o IDEB), avaliação do aprendizado em matemática e português, e qualificação docente.
5. Segurança Pública: taxas de homicídios, mortes violentas e roubos por número de habitantes.
6. Saneamento Básico: cobertura de coleta de esgoto, abastecimento de água tratada e tratamento adequado de resíduos sólidos. Meio Ambiente / Sustentabilidade: Emissão de gases poluentes, áreas verdes urbanas e recuperação de resíduos.
Para o CLP, cruzar os dados de Gestão Pública com a performance da gestão traz duas grandes utilidades:
1. Atração de Investimentos: empresas modernas buscam investir em regiões que possuem bons índices sociais, pois isso garante capital humano qualificado e menor vulnerabilidade econômica.
2. Eficiência de Políticas Públicas: o ranking funciona como um diagnóstico para prefeitos e governadores entenderem exatamente onde os recursos públicos estão sendo eficientes e onde há gargalos (por exemplo, alta arrecadação com baixa qualidade de saúde).
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01/09/2026 SANTO ANDRÉ LIDERA RESILIÊNCIA NO G-22