Política
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Você aprova ou desaprova
a gestão de Paulinho Serra?

  DANIEL LIMA - 19/07/2019

Se fosse ouvido pelos pesquisadores do Instituto ABC Dados a respeito da Administração de Paulinho Serra, não teria dúvida em dizer que a desaprovo. Como não fui ouvido jamais por qualquer pesquisador e também porque moro em São Bernardo, deixo a bola para terceiros me seguirem ou não. 

Minha visão particular sobre gestores públicos da região é conhecida. Nem Paulinho Serra nem nenhum outro têm suficiente bagagem técnico-operacional para dar conta das demandas mais candentes da sociedade – que estão profundamente enraizadas no Desenvolvimento Econômico olimpicamente esquecido no que existe de mais sagrado, a partir de um planejamento. 

O resultado do ABC Dados é de empate técnico: 43% aprovam, 44% desaprovam e 13% não souberam responder. Como a margem de erro é de cinco pontos percentuais, um exagero, cada um brinca com os dados como quiser. Paulinho tanto pode ter aprovação de 48% como reprovação de 49%.  

Credibilidade em jogo 

Talvez o resultado que acabei de expor seja o mais importante do trabalho realizado junto a 400 entrevistados. Podem dizer que ainda estamos longe das eleições de outubro do ano que vem (a pesquisa também tratou dessa disputa), mas ao aferir a temperatura atual, os pesquisadores deram uma ajuda ao tucano que comanda o Paço Municipal de Santo André.

Por mais que coloque objeções nas entrelinhas ao Instituto ABC Dados, relacionando-o a uma agremiação partidária, Paulinho Serra sabe que há limite para tudo quando se trata de pesquisa. E o limite maior é a credibilidade de quem a executa. Ninguém é burro de jogar na lata do lixo toda a experiência acumulada – e esse condimento não falta aos profissionais do instituto. 

Não me parece sob esse ponto de vista que os níveis de aprovação e de reprovação da gestão tucana, dois anos e meio após as eleições de 2016, sejam fantasiosos. 

Bolsonaro está melhor 

Nestes tempos de tecnologia portátil de comunicação e consequente deslumbramento, abusos e exageros dos usuários, será muito difícil algum mandatário registrar números robustos de aprovação. 

O governo Bolsonaro está aí para confirmar. Aliás, seis meses após tomar posse, os números do presidente da República são levemente melhores que os de Paulinho Serra em Santo André. Em linhas gerais o governo Bolsonaro divide avaliação em três terços mais ou menos parecidos. Já Paulinho Serra conta com 25% de ótimo ou bom, 44% de regular e 27% de ruim ou péssimo. 

O desgaste natural do cargo e a efervescência de um novo tipo de democracia, a democracia dos aplicativos muitas vezes endoidecidos, ganharam força, pressão e velocidade nestes tempos modernos. 

O que os chamados cientistas políticos e muito menos os agregados e menos qualificados consultores políticos não perceberam ainda (e não perceberam porque a maioria é ideologicamente contaminada, quando não raivosa, quando não manipuladora) é que, desde as manifestações de junho de 2013, que clamaram por moralidade dos gestores públicos, e com o advento dos aplicativos de celulares, tudo mudou na política. 

Acabou a extravagância 

Índices extravagantes de aprovação no passado pré-Lava Lato e pré-Aplicativos utilizados ainda hoje como referência de avaliação dos atuais executivos públicos viraram pó. O Brasil dos tempos de mutismo midiático popular e da avassaladora democracia de conchavos regados à corrupção não existe mais. 

O que quero dizer com isso é que se o prefeito Paulinho Serra não der ouvidos demais a falsos conselheiros, que na verdade são bajuladores bem remunerados, os números do Instituto ABC Dados não devem incomodá-lo tanto, até porque são normais no contexto mencionado. 

Um contexto que a bem da verdade implicará em força muito maior da micropolítica nas eleições municipais. A micropolítica, de temários estritamente locais, perderá impacto, embora vá seguir prevalecente. 

Acabou a moleza

O mundo político virou do avesso e é impossível controlar os cordéis como antigamente. Político que coloca a cabeça para fora em busca de visibilidade é alvo de pancadaria ao menor vacilo. Político encaramujado não tem vida longa. Transparência produtiva dentro dos limites que mais lhes convém é tudo que os políticos tradicionais querem para surfar nos meios de comunicação. Falta combinar com os russos dos eleitores empoderados sempre em busca de impropriedades. 

O que precisa não só passar, mas principalmente fixar-se na cabeça do prefeito Paulinho Serra é que -- por mais que a oposição em Santo André seja uma colcha de retalhos e também ainda sem um nome sobre o qual convirja iniciativa de atacar para valer o reduto do atual comandante do Paço Municipal -- não terá em outubro do ano que vem a moleza que encontrou em outubro de 2016. Faça ou não uma gestão exuberante – no que está longe disso. 

Estão aí as metralhadoras das redes sociais a tascar o pau nas decisões mais polêmicas de Paulinho Serra. Os oposicionistas não esquecem a crise do IPTU, do fechamento de unidades de saúde e mais recentemente da transferência do Semasa para uma empresa estatal do governo paulista. Tudo isso sem contar os pecadilhos naturais de infraestrutura física e a qualidade da zeladoria nossa de cada dia. 

Números perigosos 

A aprovação de 43% da gestão de Paulinho Serra deve ser relativizada em termos de interpretação analítica tanto quanto a desaprovação de 44%. Explico: só seria possível contar com algo mais sustentável, menos sujeito a fissuras, caso se dispusesse de pesquisas semelhantes dos demais prefeitos da região, sobretudo dos municípios mais populosos. 

A temperatura da política nacional vai influir cada vez mais a temperatura regional e municipal. Nesse sentido, em que pé estaria de fato a gestão Serra?

Tenho a impressão quase certeza de que os resultados em Santo André não são um ponto fora da curva de desconfiança, ceticismo, raiva, indisposição e tudo o mais dos eleitores em relação aos gestores públicos. Há um ambiente nacional contrário à classe política de maneira geral e aos atuais mandatários e legisladores, em particular. 

Antes da Lava Jato

Os idiotas de plantão vão dizer que foi o então candidato presidencial Jair Bolsonaro quem destilou esse azedume. Como se a Operação Lava Jato não se iniciou em 2014 e, mais ainda, como se os manifestantes de junho de 2013 não fossem às ruas cansados de ouvir e ler sobre as roubalheiras no setor público. 

Aliás, essa realidade pretérita torna farsante todo analista que imputa à Lava Jato a desqualificação dos políticos. A Lava Jato, que veio depois do Mensalão conhecido de todos, apenas confirmou o estágio de bandalheiras a que chegou a Nova República. 

Considero muito difícil Paulinho Serra ser apeado do cargo de prefeito de Santo André, embora também não se deva colocá-lo num altar de intocabilidade. Ainda não pintou um candidato que possa aglutinar os oposicionistas. Bruno Daniel é um estranho no ninho, como escrevi ontem. Talvez o ex-vereador e ex-secretário municipal Ailton Lima seja o oponente potencialmente mais robusto porque já contaria com um grupo de apoiadores que viabilizariam a empreitada. 

A pesquisa do Instituto ABC Dados não encontroou eleitores suficientemente numerosos a transformar Ailton Lima em força antagonista, mas é sempre bem lembrar que o cacife eleitoral do concorrente poderia ter sido subestimado pela centralidade opositora, e artificial, de Bruno Daniel. Até porque Ailton Lima tem lastro de eleitores nas duas últimas disputas das quais participou. Não ganhou nenhuma, para prefeito de Santo André e deputado federal, mas foi muito além de um estoque de votos razoável. É um concorrente que ao ser conduzido a um mais que provável segundo turno em Santo André poderá criar enormes embaraços a Paulinho Serra. 

Máquina menos relevante 

É verdade que há a favor de Paulinho Serra o que se convencionou chamar de máquina pública, como chefe da Prefeitura de Santo André. Mas até esse ingrediente sofreu avarias na política nestes tempos de Whatsapp: para cada dia que ocupa o Paço Municipal, mais se tem a possibilidade de novos percalços a explorar no meio mais democrático e devastador que já inventaram desde Gutemberg. Até porque há um passado analógico na vida do ex-vereador e semipetista de ocasião. 

Embora afirme o contrário a interlocutores de todos os gêneros, o prefeito Paulinho Serra não dorme direito toda a vez que uma nova peça de pré-campanha eleitoral aparece nas redes sociais. Há trabalho intenso de profissionais a serviço de oposionistas.

As peças são muito bem produzidas e consistentes. Algumas exageram na dose, é verdade, mas é impossível controlar o ímpeto quando tanta coisa está em jogo. Mesmo que essa coisa seja uma Prefeitura de um Município que parou no tempo na economia – e quem para no tempo fica para trás, como Santo André a cada nova temporada. 

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