Economia
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Luiz Marinho bate Morando
em empregos. Por enquanto

  DANIEL LIMA - 09/08/2018

O petista Luiz Marinho contabilizava mais contratações de trabalhadores com carteira assinada no geral e também no setor industrial que o tucano Orlando Morando após os primeiros 18 meses de mandato na Prefeitura de São Bernardo.  A disputa por melhor saldo líquido de empregos é francamente favorável a Luiz Marinho e seguirá sendo provavelmente até o final do mandato. Somente se for reeleito, provavelmente numa disputa com Luiz Marinho, será possível Orlando Morando reverter o placar. 

Sei que sei que Luiz Marinho e Orlando Morando (ou seus assessores mais diretos) estão envolvidíssimos em medições diversas que no momento certo (leia-se a disputa pela Prefeitura de São Bernardo em 2020) serão colocadas na mesa. 

Orlando Morando tem obsessão pelo saldo líquido de empregos que poderá gerar até o final do primeiro mandato, mas sabe que, por mais que eventualmente acha que faça, será derrotado por Luiz Marinho quando se considerar período semelhante de 48 meses. 

Poderes relativos 

Tenho de tomar certos cuidados para relativizar o uso de determinados verbetes quando me referir a empregos formais tanto no caso agora exposto quanto em outros. É forçar a barra demais dizer que Luiz Marinho e Orlando Morando (e seus antecessores) são responsáveis pela geração de emprego em São Bernardo. O poder de fogo dos administradores municipais em qualquer lugar do País quando se trata de emprego é relativo. Uns mais que outros. Outros bem menos que uns. No caso da região, a apatia generalizada dos administradores públicos não influi praticamente em nada na contagem de carteiras assinadas. E se fizerem muito nesse sentido, no sentido de organizar as forças econômicas locais, os resultados também não serão extraordinários. Mas sempre serão bem melhores que o desinteresse atávico. 

Nos primeiros 18 meses de Administração, Luiz Marinho contabilizava saldo líquido de 6.261 contratações. Orlando Morando registra 2.800. A maior parcela tanto de um quanto de outro tem o setor industrial como base: Marinho com 5.133, enquanto Morando chegou a 1.326. A média de contratações em geral após 18 meses de gestão de Luiz Marinho era de 347,8 por mês, contra 155,55 de Orlando Morando. Na indústria, vantagem de Marinho por 285 a 110 contratações. 

Segundo mandato 

Orlando Morando vai precisar de um segundo mandato para derrotar Luiz Marinho. E Luiz Marinho pode cantar de galo porque, por mais que Orlando Morando faça, o primeiro mandato encerrado em 2012 será de predomínio petista na contratação líquida de profissionais com carteira de trabalho. Da mesma forma que os primeiros quatro anos de Luiz Marinho foram bafejados pelo crescimento do PIB do Brasil, com evidentes reflexos na região, os quatro anos posteriores foram um desastre também por influência do governo federal. 

No primeiro mandato de Luiz Marinho à frente da Prefeitura, entre 2009 e 2012, São Bernardo registrou saldo líquido de 25.414 carteiras assinadas, das quais 2.219 no setor industrial. O resultado mensal médio foi de 529,45 empregos em geral e 46,23 do setor industrial. Nos 18 meses já consumados, Orlando Morando apresenta (como cito acima) 155,55 empregos em geral de saldo mensal e 110,50 do setor industrial. É muito provável que Orlando Morando perderá no geral e ganhará o prêmio de consolação de saldo maior na indústria. 

É possível que na contabilidade particular para alardear aos sete mares que entende mais de economia que Luiz Marinho o tucano que dirige São Bernardo pegue o conjunto da obra do petista, ou seja, os 96 meses em que esteve à frente do Paço Municipal. Não acredito que seja a metodologia eticamente mais defensável, mas quando se trata de política tudo é possível.  

Impossível nova Dilma

Nesse ponto, somente uma catástrofe impediria que ao final de quatro anos (contra oito de instabilidades nacionais de Luiz Marinho), Orlando Morando ostente números melhores. Afinal, após 96 meses Luiz Marinho deixou a Prefeitura de São Bernardo com saldo geral negativo de 11.371 empregos (média mensal de 118,44) e 21.987 de empregos industriais (média mensal de 229,03). 

Os estragos de Dilma Rousseff entraram na conta de Luiz Marinho. A maior recessão da história, entre 2014 e 2016, está integralmente no passivo do então prefeito Luiz Marinho. Não existe nada no horizonte que coloque nos próximos dois anos e meio (e mesmo nos quatro anos posteriores), Orlando Morando em situação análoga. Uma Dilma Rousseff não é fácil de se encontrar para assumir a presidência, embora não faltem candidatos com ideias assemelhadas.   

Mais indicadores 

Estou de olho aberto para efetivar uma disputa de indicadores entre o petista que se foi e que pretende voltar e um tucano que está e não pretende sair. Há outros valores que vão ser expostos na medida em que se consolidarem. É claro que não se pode retirar de qualquer comparação no campo econômico e fiscal, entre outros, o comportamento do PIB Nacional (e também quando disponível, sempre com atraso de dois anos, do PIB Regional). 

Por exemplo: o PIB Geral do Brasil durante os primeiros quatro anos de Luiz Marinho à frente de São Bernardo registrou queda de 0,13% em 2009, crescimento de 7,53% em 2010 (tanto um quanto outro com Lula da Silva na presidência), 3,97% em 2011 e 1,92% em 2012 (já com Dilma Rousseff). Orlando Morando marcou o primeiro ano de mandato, em 2017, com crescimento do PIB Nacional de 0,98%, após duas quedas monumentais nos dois últimos anos da gestão de Luiz Marinho (-3,77% e -3, 59%) e deverá contar este ano com algo em torno de 1,6% positivo. 

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