Esportes

Água Santa reage mas segue
entre condenados à Série A2

  DANIEL LIMA - 17/02/2020

O Água Santa de Diadema melhorou de rendimento nos dois últimos jogos com o técnico Pintado, mas segue entre os ameaçados de rebaixamento à Série A2 do Campeonato Paulista que tem o Santo André, líder geral, como a maior sensação da temporada. O que separa os dois times, além da condição de primo rico do Água Santa e de primo pobre do Santo André, é a consolidação de um sistema de jogo em relação ao adversário regional.

Dinheiro é importante no futebol, mas só faz diferença de fato se acompanhado de competência geral. O Água Santa paga o preço da inexperiência em competições maiores. O Santo André tem cultura de sucessos e fracassos pedagógicos ao longo de mais de seis décadas. E não perde as raízes diretivas. Poucas vezes na história sofreu ruptura. Mais especificamente, uma vez, com a criação da Saged, que terceirizou o futebol durante cinco anos. Passado e presente estão interligados no Santo André.

Faltam seis rodadas para o encerramento da fase classificatória – outras seis já foram catalogadas como passado que não volta mais. Agora cada ponto será decisivo para evitar a queda, reservada aos dois últimos classificados, independentemente dos grupos em que estão divididos na fase de classificação que levará oito equipes à fase de mata-mata. Fase da qual o Santo André está muito próximo com 15 pontos, contra 13 do Palmeiras e 10 do Novorizontino. Classificam-se dois de cada grupo.

Assalto em Ribeirão Preto

A equipe de Diadema emitiu um comunicado contestatório à arbitragem após o empate de um a um sexta-feira à noite em Ribeirão Preto contra o Botafogo. E, em parte, uma parte fundamental, tem razão: o centroavante Dinei sofreu pênalti escandaloso aos 48 minutos do segundo tempo e a arbitragem deixou passar em branco.

É verdade que a omissão do árbitro foi uma calamidade, mas o Água Santa poderia ter resolvido o jogo muito antes. Mais precisamente no primeiro tempo, quando dominou completamente um Botafogo que parece não ter forças para evitar o rebaixamento.

Com Pintado, o time de Diadema joga de forma mais fluente, aguerrida e com personalidade. Não tem, por isso, cara de quem vai disputar a Série A2 no ano que vem. Diferentemente do Botafogo e também do Oeste de Barueri. Sem contar o Ituano.

Essas quatro equipes se somam à Ferroviária de Araraquara como condenadas a lutar contra a queda. Se estão em condições semelhantes na classificação, tecnicamente ocupam patamares diferentes. Ferroviária e Água Santa parecem ter encontrado a fórmula de transformar a segunda metade da fase de classificação em sequência de bons resultados.

Nem mesmo se vencer a Ponte Preta esta noite em casa o Ituano se livrará do bloco de condenados. Como três pontos ganhos, chegaria a seis. Teria um ponto a mais que Ferroviária e Água Santa e dois a mais que o Oeste. O Botafogo somou até agora apenas dois pontos e carrega a lanterninha. Dificilmente escapará, sobretudo porque os pontos refletem o futebol. Bem diferente, por exemplo, da Ferroviária, que faz em campo muito mais que a classificação indica.  

A situação mais problemática quando se observa a tabela da Série A1 é a do Oeste, que terá entre os seis jogos dois contra equipes grandes, São Paulo e Corinthians, ambos em Barueri. Isso é péssimo porque a contabilidade natural do campeonato é que confronto com time grande é soma zero na pontuação. O Ituano está em situação semelhante, mas menos grave: joga em casa com o Santos e fora com o Corinthians.  

As demais equipes ameaçadas jogam apenas uma vez contra os grandes. O Água Santa enfrentará em Diadema o Corinthians, a Ferroviária jogará com o Palmeiras na Capital e o Botafogo em casa com o São Paulo.  

Veja a situação de cada uma das cinco equipes ameaçadas de rebaixamento nas seis rodadas que restam. (C) significa jogo em casa e (F), fora: 

 Água Santa – Corinthians (C), Guarani (F), Internacional (C), Bragantino (F), Mirassol (C) e Palmeiras (F).

 Ferroviária – Ponte Preta (F), Botafogo (C), Palmeiras (F), Novorizontino (C), Ituano (F) e Internacional (C).

 Ituano – Santos (C), Bragantino (F), Guarani (C), Corinthians (F), Ferroviária (C) e Santo André (F).

 Botafogo – Internacional (C), Ferroviária (F), São Paulo (C), Oeste (F), Guarani (C) e Bragantino (F).

 Oeste – São Paulo (C), Mirassol (F), Santo André (F), Botafogo (C), Internacional (F) e Corinthians (C).

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