Economia

Polo Petroquímico salva PIB
de Mauá e alivia a vizinhança

  DANIEL LIMA - 18/12/2018

Responsável por 12,46% do PIB Geral, os resultados de Mauá salvaram a região de números mais comprometedores nesse medidor de geração de riqueza em 2016, divulgados sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na edição de ontem revelamos detalhes do PIB Geral dos Municípios da região. Hoje vamos mostrar os dois indicadores mais importantes do desdobramento daquela análise: o PIB Industrial e o PIB de Serviços.

No PIB Geral da região, Mauá registrou crescimento real (ou seja, descontada a inflação do período de 2015-2016) de 9,75% em volume. Um resultado de ligação direta com o aumento da produção do Polo Petroquímico de Capuava. A atividade químico-petroquímica é vital para Mauá. Representa perto de 60% do repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O PIB Industrial de Mauá avançou de forma superior ao PIB Geral. O crescimento real foi de 26,45%.

Trata-se de contraste ante os números de São Bernardo e Diadema, que dependem fundamentalmente das empresas automotivas. Tanto que o PIB Industrial de São Bernardo encolheu 12,06% nos 12 meses medidos pelo IBGE, enquanto o de Diadema registou queda de 9,56%.

O PIB Industrial da região apresentou queda geral de 3,33% entre 2015 e 2016. Os originais R$ 23.635.105 bilhões apontados em 2015 viraram R$ 25.121.753 bilhões com a aplicação da correção monetária de 6,29%, resultado da inflação de 2016 medida pelo IPCA do IBGE. A queda no volume do PIB Industrial foi de R$ 1.486.648 bilhão, praticamente metade do PIB Industrial de São Caetano. Veja os resultados detalhados do PIB Industrial dos sete municípios: 

 Santo André contava em 2015 com originais R$ 4.129.062 bilhões que, corrigidos pela inflação, passaram a R$ 4.388.780 bilhões. Como registrou R$ 4.327.279 bilhões em 2016, o resultado final foi queda real de 1,40%.

 São Bernardo contava em 2015 com originais R$ 8.798.456 bilhões, que passaram a R$ 9.351.879 bilhões com a correção inflacionária. Como registrou R$ 8.223.955 bilhões em 2016, o resultado final foi queda real de 12,06%.

 São Caetano contava em 22015 com originais R$ 2.908.290 bilhões, que passaram a R$ 3.091.879 bilhões com a correção inflacionária. Como registrou R$ 2.950.348 bilhões em 2016, o resultado final foi queda real de 4,56%.

 Diadema contava em 2015 com originais R$ 3.689.972 bilhões, que passaram a R$ 3.922.071 bilhões com a correção inflacionária. Como registrou R$ 3.547.137 bilhões em 2016, o resultado final foi queda de 9,56%.

 Mauá contava em 2015 com originais R$ 3.254.146 bilhões, que passaram a R$ 3.458.831 bilhões. Como registrou R$ 4.373.723 bilhões, o resultado final foi crescimento de 26,45%.

 Ribeirão Pires contava com originais R$ 698.788 milhões em 2015, que passaram a R$ 742.741 milhões com a correção inflacionaria. Como registrou R$ 700.948 milhões, o resultado final foi queda de 5,62%.

 Rio Grande da Serra contava em 2015 com originais R$ 156.381 milhões, que passaram a R$ 166.217 milhões com a correção inflacionária. Como registrou R$ 162.057 milhões, o resultado final foi queda de 2,50%.

PIB de Serviços

O PIB de Serviços da região em 2016 foi levemente maior, em termos reais, que o PIB de Serviços de 2015. Na verdade, houve praticamente empate técnico, porque a diferença foi de apenas 0,20% quando se somam os valores dos sete municípios. No total, o PIB de Serviços alcançou em 2016 R$ 60.301.011 bilhões, 53,82% do PIB Geral da região. Em 2015 foram registrados R$ 50.615.848 bilhões de PIB de Serviços na região. Quando se aplica a correção monetária por conta da inflação de 2016, o valor sobe para R$ 60.176.984 bilhões. Já o valor registrado em 2016 foi de R$ 60.301.011 bilhões.

Apenas Santo André e São Caetano registraram números negativos no PIB de Serviços quando se comparam os valores de 2015 e 2016. E, como no caso do PIB da Indústria, Mauá também liderou os ganhos na atividade, com crescimento de 7,28%. Veja em detalhes os resultados de PIB de Serviços da região:

 Santo André contava em 2015 com R$ 15.169.325 bilhões, que viraram R$ 16.123.475 bilhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 15.730.746 bilhões, o resultado final foi queda de 2,43%.

 São Bernardo contava em 2015 com R$ 21.766.596 bilhões, que viraram R$ 23.135.715 bilhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 23.806.948 bilhões, o resultado final foi crescimento de 2,90%.

 São Caetano contava em 2015 com R$ 6.515.595 bilhões, que viraram R$ 6.925.426 bilhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 6.765.714 bilhões, o resultado final foi queda de 2,31%.

 Diadema contava com originais R$ 6.024.461 bilhões em 2015, que passaram a R$ 6.403.399 bilhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 5.907.986 bilhões, o resultado final foi queda de 7,74%.

 Mauá contava em 2015 com originais R$ 5.519.961 bilhões, que passaram a R$ 5.867.166 bilhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 6.294.257, o resultado final foi crescimento de 7,28%.

 Ribeirão Pires contava em 2015 com originais R$ 1.433.253 milhão, que passou a R$ 1.523.404 milhão com correção inflacionária. Como registrou R$ 1.571.975 bilhão, o resultado final foi crescimento de 3,1%.

 Rio Grande da Serra contava em 2015 com originais R$ 128.657 milhões, que passaram a R$ 198.398 milhões com correção inflacionária. Como registrou R$ 223.385 milhões, o resultado final foi crescimento de 11,18%.

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