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Economia

PIB da região mantém rota
de fracasso. E ninguém reage

  DANIEL LIMA - 17/12/2018

Saiu o PIB dos Municípios de 2016. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apenas confirmou o que antecipamos nesta revista digital. Vivemos uma rotina perturbadora a cada temporada, com breves recuperações insustentáveis. A região segue desfiladeiro abaixo. Quem leu alguma coisa diferente disso, esqueça. É fake news. 

Vamos mostrar entre a edição e hoje e a de quinta-feira (em seguida só voltaremos no começo de janeiro) os mais diferentes ângulos da derrocada anunciada. Perdemos em volume 4,06% do PIB Geral, que envolve todos os setores econômicos e a Administração Pública. O resultado compara o PIB Regional de 2016 e o PIB Regional de 2015. 

Com essa nova queda, rebaixamos a participação regional ao menor nível da história: geramos em riqueza em 2016 apenas 1,79% de tudo o que é produzido no País. Uma queda relativa de 60% quando confrontado com o PIB Regional de 1970, quando participávamos com 4,52%. 

Em 46 anos sofremos uma hecatombe. E ainda há gente na praça que acha que vivemos num paraíso, ou que procura dourar a pílula da safadeza para vender ilusão. Perdemos importância nacional porque a estrutura industrial que sobrou envelheceu sem renovar. E sem inovação. Ilhas de prosperidade sempre protegidas pelo Estado, caso das montadoras, são exceção cada vez menos empregadora. 

Dependência automotivo 

A dependência do setor automotivo é nosso precipício contínuo. Ou seja: nossa Doença Holandesa Automotiva nos leva do céu ao inferno num piscar de olho de descentralização da atividade e de políticas federais. Nos anos dourados do segundo mandato de Lula da Silva, movidos à consumismo irresponsável, crescemos em números absolutos e números relativos. Com Dilma Rousseff o mergulho foi e continua a ser asfixiante. Mesmo com a boa gestão econômica do governo Michel Temer. 

Na edição de hoje vamos nos fixar na comparação do comportamento do PIB dos Municípios Brasileiros, especificamente do PIB Geral, confrontando dados de 2015 e 2016 dos sete endereços locais. 

É importante lembrar que a temporada de 2016 possivelmente tenha fechado um ciclo de terror, que começou em 2014, quando Dilma Rousseff fez o diabo para ganhar um segundo mandato. Trataremos disso em outra edição. Como o fizemos na última semana, quando fixamos as baterias em dados acumulados de cinco anos, entre 2011 e 2015. 

A queda de 4,06% no volume do PIB Geral da região em 2016 frente ao ano anterior só não foi maior porque o IBGE fez ajustes. O PIB da região em 2015, anunciado em dezembro do ano passado, sofreu rebaixamento de valor monetário. Era pouco mais de 111 bilhões e caiu para R$ 109 bilhões. Já em 2016 o PIB dos sete municípios chegou a R$ 112.048,654 bilhões. 

Cadê a inflação? 

É um erro crasso, entretanto, comparar os dois resultados. Primeiro é indispensável que as aplique aos números de 2015 a inflação de 2016, para atualizar os valores. Dessa forma, o que era nominalmente R$ 109.878.890 bilhões passa a ser R$ 116.790.272 bilhões. Basta aplicar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE, de 6,29% naquela temporada. 

A deflação é ação compulsória quando se pretende confrontar números como o do PIB. Desfilar valores nominais, ou seja, sem os efeitos do tempo, é uma barbaridade de simplificação. Quando não de enganação. Espécie de fake news. 

O Diário do Grande ABC fez essa operação ao divulgar o PIB da região nas edições de sábado e domingo. Insistiu no erro para tentar justificar uma barrigada editorial – o equívoco de que o PIB Regional cresceu entre 2015 e 2016. Nada mais falso. 

Feito isso, ou seja, deflacionando os valores, chega-se, portanto, à perda do PIB Geral da região de 4,06%, sempre considerando os volumes envolvidos. Fosse o Grande ABC de 2016 o que foi o Grande ABC de 1970, o PIB Regional seria de R$ 283.263.654 bilhões. Esse resultado é simples: basta multiplicar a participação dos sete municípios locais em 1970 (4,52%) pelo PIB Nacional de 2016, de R$ 6.266.895 trilhões. 

Cada vez menor 

Traduzindo: a participação relativa da região no ambiente nacional quando se trata de produção de riqueza se tornou senão irrisória, mas bastante comprometida. A região não honra há muito tempo qualquer sinônimo diferenciado em matéria de exemplo a seguir. Distante disso. 

Numa das próximas análises desta semana vou mostrar que a degringolada dos sete municípios da região não se dá porque se perdeu apenas importância relativa de participação no PIB. Trata-se de perda bruta mesmo. 

A diferença é a seguinte: perda relativa pode induzir incautos ou malandros de plantão a argumentar que, embora menos importante, o Grande ABC poderia ter mantido o padrão de riqueza produzida a cada temporada. Balela. Perdemos em participação relativa e em produção. 

Traduzindo: não só perdemos internamente como também, óbvio, não acompanhamos a média nacional de desenvolvimento econômico, que, todos sabem, não é lá essas coisas desde muito tempo. Ou seja: somos o suprassumo da mediocridade desenvolvimentista num País medíocre no mesmo critério. 

Rombo elevado 

Voltando a 2016, sempre em comparação com 2015, o PIB Geral do Grande ABC sofreu um rombo de R$ 4.741.618 bilhões. Rombo no caso é a diferença entre o que foi registrado em 2016 (R$ 112.048.654 bilhões) e o que foi registrado em 2015, deflacionando-se o valor, ou seja, R$ 116.790.181 bilhões. 

Em valores absolutos, quem mais contribuiu à quebra de vitalidade foi São Bernardo, Capital Econômica da região. No último ano do mandato do petista Luiz Marinho, quando o PIB Nacional perdeu 3,87%, São Bernardo caiu 5,65%. Foram, sempre em valores atualizados a dezembro de 2016, R$ 2.525.061 bilhões a menos de Produto Interno Bruto. Grande parte por conta do setor produtivo, das montadoras e autopeças. 

Na edição de amanhã vamos mostrar especificamente o comportamento da indústria da região no resultado final do PIB de 2016. São Bernardo e Diadema, interdependentes automotivos, desabaram. 

O PIB Geral de São Bernardo em 2016 registrou R$ 42.131.380 bilhões. Menos que os R$ 44.656.441 bilhões do ano anterior. Não custa lembrar que o resultado de 2015 já está deflacionado. Ou seja: os originais R$ 42.013.775 bilhões saltaram para R$ 44.656.441 bilhões em 2016. Deflacionar é a arte de tornar atual um resultado monetário do passado, utilizando-se, no caso, um indexador oficial, caso do IPCA.

São Caetano também entra no catálogo de déficit em 2016, quando em confronto com 2015. Foram R$ 984.109 milhões de quebra de produção de riqueza. Em 2015 o PIB Geral de São Caetano era de R$ 13.426.306 bilhões, que viraram R$ 14.270.820 com a aplicação da inflação de 2015. São Caetano registrou R$ 13.286.711 bilhões em 2016. Faltou, portanto, quase R$ 1 bilhão.

Diadema perde feio

Diadema, que depende em larga proporção da economia da vizinha São Bernardo, por conta de autopeças, também se deu mal no PIB Geral de 2016. Caiu 9,01% na temporada. Em 2015 Diadema registrou PIB Geral de R$ 13.679.518 bilhões. Atualizado o valo, o resultado vira R$ 14.539.960 bilhões. Como só chegou a R$ 13.229.745 bilhões em 2016, a perda no PIB Geral alcançou R$ 1.310.215 bilhão). Mais que Santo André e São Caetano e menos apenas que São Bernardo.

Na escala de valores monetários, depois de São Bernardo e Diadema, quem mais perdeu em volume no PIB Geral de 2016 frente a 2015 foi Santo André. Uma queda de 4,25%. O PIB de Santo André era de R$ 25.386.941 bilhões originais em 2015. Passou para R$ 26.983.780 bilhões com a aplicação do corretivo inflacionário. Quando esse valor é contraposto aos R$ 25.837.046 bilhões de 2016, a diferença negativa é de R$ 1.146.734 bilhão. 

Só Mauá se salva 

Quem salvou parcialmente a lavoura da região no PIB Geral dos municípios de 2016 foi Mauá, com crescimento de 9,75%. Como se explica a descontaminação? Simples: a dependência excessiva de Mauá da produção química e petroquímica do Polo de Capuava o torna vítima ou beneficiário da Doença Holandesa Petroquímica. 

O PIB Geral de Mauá em 2015 era de R$ 11.970.001, que passou para R$ 12.722.914 bilhões quando se aplica a inflação do período. Um valor inferior em R$ 1.240.932 bilhão quando confrontado com o resultado de 2016, de R$ 13.963.846 bilhões. Na edição de amanhã mostro esse fenômeno em detalhes. 

Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que representam não mais que 2% do PIB da região, tiveram resultados discretos e naturalmente sem peso absoluto e relativo que cause reações. 

Ribeirão Pires teve rebaixamento do PIB Geral de 0,88%. O resultado nominal de 2015 de R$ 2.868.177 bilhões virou R$ 3.048.585 bilhões quando se aplica a correção monetária. Já em 2016 Ribeirão Pires acumulou R$ 3.021.8398. No confronto dos dois períodos, perda de R$ 26.746 milhões. 

Rio Grande da Serra cresceu 1,62% no PIB Geral. Eram nominais R$ 535.171 milhões em 2015, que passaram a R$ 568.834 milhões com a aplicação do IPCA, e se transformou em R$ 578.087 milhões em 2016. Um saldo positivo de R$ 9.253 milhões. Quase nada diante das perdas de cinco dos sete municípios. 

Conveniência e covardia 

Pobres daqueles que por qualquer razão que seja não levam a sério os dados do Produto Interno Bruto da região. Mesmo com atraso de dois anos os números revelados pelo IBGE, e antecipados no sentido de perdas por esta revista digital, são decisivos ao entendimento do que se passa nestas terras. 

Temos aqui uma disputa provinciana e feroz entre o despreparo conveniente de dirigentes públicos e a ignorância preguiçosa e medrosa dos formadores de opinião. Muitos dos fracassos e das frustrações de hoje foram contratados num passado recente. Como se já não bastassem as agruras de estragos anteriores.

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