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Economia

Aumenta vantagem de Barueri
sobre Santo André desde 2002

  DANIEL LIMA - 14/12/2018

Como houve gente em Santo André curiosa em saber (e alguns mais impulsivos, quando não teimosos, para não dizer cegos, prontos para metralhar este jornalista, porque o triunfalismo municipal e regional ainda é uma peste que denuncia o Complexo de Gata Borralheira) eis que mergulho em alguns números importantes para afirmar o que se segue: desde a morte de Celso Daniel em 2002, a cidade da região, outrora “viveiro industrial”, perde feio para a vizinha Barueri na disputa pelo naco do PIB de Serviços. Não só isso: pelo naco do PIB Geral dos Municípios. 

Volto ao assunto de que tratei na edição de ontem, quando fiz apanhado basicamente regional das desvantagens locais diante de um Município que cresceu solidamente nas últimas três décadas. 

Um crescimento em sentido antagônico ao do Grande ABC, terra que já foi da fortuna e hoje é de desdobramentos da Operação Lava Jato. 

Aliás, basta ver o noticiário de ontem, quando a quadrilha do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, com extensão a fornecedores da Prefeitura e a quase todo o Legislativo, ocupou o noticiário nacional. 

Aliás, sobre isso, pretendo escrever dia destes, embora já tenha me dedicado à corrupção na região centenas de vezes. Ou seja: nada disso me surpreende. Exceto pela demora das forças policiais atuarem não só em Mauá, mas também nos demais municípios e em outros setores.  A matéria-prima malcheirosa básica é semelhante. 

Mais que guerra fiscal 

Os trabalhadores do setor de serviços com carteira assinada em Santo André não ganham salários inferiores e não são em termos quantitativos menos numerosos que os de Barueri apenas porque a cidade à Oeste da Região Metropolitana de São Paulo fez da guerra fiscal operação permanente. Já faz tempo que a legislação limitou, quando não reduziu, os estragos da guerra fiscal. 

Celso Daniel foi um opositor duro às manobras fiscais que emergiram nos anos 1990. Celso Daniel foi driblado regionalmente por quase todos os prefeitos contemporâneos. Eles ignoraram os apelos à resistência.  De Luiz Tortorello em São Caetano a Maurício Soares em São Bernardo. Celso Daniel, como escrevi ontem, pensava grande. 

Santo André não entrou na guerra fiscal até porque a guerra fiscal naquela altura do campeonato visava empreendimentos de baixo valor agregado. Barueri pegou uma onda diferenciada. Tanto que os salários do setor em relação ao conjunto dos trabalhadores da região são 30% maiores. 

Mas vamos ao que interessa diretamente àqueles que ainda têm dúvidas sobre a perda de Santo André (e da região como um todo) na disputa com Barueri pelas riquezas de serviços. 

Números contrastantes 

Em 2002, quando Celso Daniel foi assassinado, Santo André contava com PIB de Serviços 36,38% inferior ao de Barueri. Eram R$ 5.934.973 bilhões contra R$ 3.775.558 bilhões. Treze anos depois, ou seja, em 2015, o PIB de Serviços de Barueri saltou para R$ 28.805.152 bilhões, contra R$ 15.140.726 bilhões de Santo André. A diferença ampliou-se para 47,43%. Ou seja: mais de 11 pontos percentuais. A velocidade geral de crescimento do PIB de Serviços de Barueri no período atingiu 385,34%, enquanto Santo André avançou 301,02%. 

Dispenso a atualização monetária porque o conceito deste artigo está fundamentado basicamente na distância que separa os dois municípios. Que se manteria intocável caso trouxesse os valores monetários de 2002 a dezembro de 2015. 

Trocando em miúdos: os serviços de Barueri distanciaram-se dos de Santo André porque o PIB do setor apresentou velocidade 21,88% superior em 13 anos. Não é pouca coisa – longe disso – quando se considera que Santo André conta com população mais de duas vezes superior.  

A revelação do quanto Barueri superou Santo André na disputa setorial de uma atividade que não depende visceralmente da indústria de transformação somente quando está em estágio de aplicação tecnologicamente moderna elimina qualquer argumentação de eventuais artificialidades numéricas. Isso, ou seja, essas artificialidades, podem ser esgrimidas no quadro de emprego, mas quanto ao PIB especifico não, porque é a riqueza constatada em cada endereço municipal. 

Barueri sempre adiante 

Recorro, nesse ponto, ao PIB Geral por habitante em Santo André e em Barueri, no mesmo período de confronto (2002-2015) para consolidar a análise que comprova o quanto estão enganados aqueles que pretendem contestar a fragilidade da cidade da região (e da região como um todo) diante do modelo de desenvolvimento econômico de Barueri. 

O PIB per capita de Santo André em 2002, quando se somam todos os valores das diversas atividades econômicas, chegou a R$ 12.978, 00 enquanto em Barueri o resultado foi R$ 51.978, 00. PIB per capita não é outra coisa senão a divisão do PIB Geral pelo total de habitantes de uma determinada cidade. Portanto, em 2002, o PIB per capita de Barueri era 74,76% maior que o de Santo André. 

Agora vamos para o extremo temporal, em 2015: a diferença elevou-se a 79,72%. O PIB per capita de Barueri registrou R$ 182.225, 00 enquanto o de Santo André apontou R$ 36.948, 00. O resultado só não foi mais extravagante porque a demografia ajudou Santo André, que cresceu em população muito menos que Barueri. 

Rodoanel faz diferença 

Em outros estudos mostramos que o maior diferencial a colocar a escanteio a economia do Grande ABC em relação à região à Oeste da Região Metropolitana de São Paulo é o Rodoanel Mário Covas. Barueri e Osasco foram os endereços mais beneficiados com o trajeto e as especificidades que os caracterizam. O Rodoanel praticamente isolou o Grande ABC do roteiro de desenvolvimento econômico (insisto, há fartura de análises neste sentido nesta revista digital). No caso de Santo André, o que dificulta ainda mais a inserção na zona de crescimento, é que se trata de um território logisticamente encalacrado. Também já tratamos à exaustão desse aspecto. 

Portanto, e para finalizar, me ative neste texto a apenas dois vetores que colocam Barueri e Santo André em polos opostos. Aqueles que insistirem em acreditar que o nome do jogo que motivou o distanciamento econômico dos dois municípios é guerra fiscal vão continuar a cair do cavalo. Celso Daniel não teve sucessores tanto em Santo André quanto na região. 

Um ou outro admirador do maior prefeito regional que já tivemos possivelmente troque as bolas e despreze o legado intelectual de Celso Daniel por conta de travessuras administrativas que estão num outro campo de análise. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Problema mesmo são os prefeitos que se comportaram de forma medíocre. Eles não fazem falta. 

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