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Imprensa

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  DANIEL LIMA - 12/12/2018

Vamos jogar a modéstia a escanteio. Faço um convite, mais de 14 anos depois da criação do OmbudsmanDiário, o instrumento que utilizava para analisar as edições do Diário do Grande ABC. Estava lá como o primeiro e único ombudsman da história do jornal mais tradicional da região. E não estava para brincadeira, como podem notar os leitores tanto tempo depois. Era preciso reestruturar o jornal. Fora contratado para isso. Tanto que, em seguida, assumi a direção editorial. Leiam com atenção aquela newsletter de número 15, produzida em 25 de junho de 2004. É impossível destacar apenas uma das várias abordagens. Do Santo André que começara a decidir o inédito e histórico título da Copa do Brasil com o Flamengo, no Estádio Palestra Itália, em São Paulo, ao Conselho do Leitor, passando pelo caso Celso Daniel e tantas outras questões, diria que a edição está imperdível. E repleta de lições.

Edição número 15

Estamos completando a segunda semana de trabalho. Estou arquivando todas as edições desta newsletter porque pretendo, ao final de 30 dias, fazer o primeiro balanço da experiência. Não quero antecipar conclusões, mas estou relativamente decepcionado com os resultados. Quero crer -- e esse foi um dos principais motivos de considerar a condução da redação do jornal uma bomba-relógio -- que o banco de horas é disparadamente o principal entrave para a qualificação do produto.

Pelo menos o entrave mais explicitamente claro, porque inviabiliza tecnicamente qualquer coisa que se assemelhe ao Planejamento Estratégico Editorial, por exemplo.

Quero crer que esse nó górdio seja o quanto antes eliminado porque é impossível alcançar nível de melhoria orgânica do produto sem que se reenquadre a ação diária dos profissionais de redação nos princípios de especialidade e produtividade, metades da laranja da competitividade. O banco de horas implantado no jornal equivale à loucura do técnico Péricles Chamusca perder jogadores importantes a cada compromisso dentro de campo simplesmente porque a diretoria contratou o elenco sem levar em conta o calendário de jogos. 

 Medidas populares

A Folha de S. Paulo publica hoje editorial sobre as medidas populares do governo do Estado e do governo federal na área de saúde. A isso se pode dar o nome de compromisso com o leitor. "Farmácias eleitorais", eis a bela sacada da Folha. Qual seria a realidade do Grande ABC nesses dois programas governamentais?

 Bilhete Único

O Estadão mostra mais um capítulo dos efeitos da implementação do bilhete único na Capital. O jornal prova o que anteriormente apresentava como fortes possibilidades: os perueiros clandestinos se deram mal com a medida. Santo André planeja bilhete único. Convém ficar ligado.

 Prestando contas

Mesmo sem aprofundar-se adequadamente, a Folha de S. Paulo de hoje trata a prestação de contas do governo Marta Suplicy com muito mais competência do que o nosso jornal em situações análogas. Ainda nesta semana a prestação de contas do governo João Avamileno foi quase que integralmente um relatório oficial, sem contrapontos elucidativos. A cobertura do governo Marta Suplicy, mesmo sem ser um esplendor, é muito mais qualificada nos jornais paulistanos do que os espaços que dedicamos aos governos locais.

 Santo André na TV (I)

José Simão, o extraordinário colunista da Folha de S. Paulo, não deixou escapar a gafe de Galvão Bueno, que trocou de santo ao narrar um dos gols do Santo André contra o Flamengo, quarta-feira no Parque Antártica.

 Santo André na TV (II)

Bem sacada pelo nosso jornal a compilação de frases de torcedores do Santo André que acompanharam a gafe de Galvão Bueno. Só faltaram a carinha e o depoimento de algum torcedor do São Caetano. Aí a provocação poderia ser saudável.

 Santo André na TV (III)

Nosso jornal poderia ter-se preparado melhor para a cobertura além do gramado, quarta-feira. A transmissão da Globo teria merecido o destacamento de um jornalista da Cultura & Lazer para analisar o comportamento da equipe da televisão que torce pela vitória do Flamengo, muito mais rentável como negócio da mídia. Ainda é tempo de salvar a lavoura, com o jogo de quarta-feira. Gostaria muito de ter encontrado no jornal uma crítica sobre a transmissão pela TV Globo, já que estive no Parque Antártica. Como devo estar no Maracanã na próxima quarta-feira, a curiosidade será replicada. Acredito que a maioria dos leitores apreciaria muito essa cobertura suplementar porque há um jogo explícito de interesses que vale a pena avaliar.

 Santo André na final (I)

Duas cartas de leitores publicadas pelo jornal provam que a cobertura do jogo de quarta-feira entre Santo André e Flamengo foi extremamente burocrática. Meus filhos, que ficaram na arquibancada, demoraram para chegar ao estacionamento de veículos, onde eu os esperava, exatamente porque foram tratados, como os demais torcedores do Santo André, como gente de segunda classe. Não escrevi a respeito do assunto no Capital Social Online de ontem porque preferi realçar o comportamento extraordinário da torcida do Ramalhão durante o jogo. Algo que o jornal simplesmente ignorou. Não existe jornalismo sem emoção.

 Santo André na final (II)

Repasso o emeio que recebi do fotógrafo Ricardo Trida. O texto foi enviado à newsletter Capital Social Online, mas como faz citações à cobertura do Diário, entendo que deva ser reproduzido aqui. Não conheço pessoalmente o fotógrafo em questão:

"Olha só como são as coisas. Estava eu em pleno Palestra Itália, pois como se sabe, agora não é mais Parque Antártica, quando algo me chamou a atenção. Apesar de estar ali para fotografar o jogo, queria mostrar os detalhes de um jogo que não era apenas de futebol e sim de coração. Sou corintiano fanático, mas algo neste 24 de junho de 2004 fez com que meu preto e branco se tornasse azul e branco".

"Prosseguindo minha história, queria mostrar coisas que somente o coração faz com que possamos ver. Neste caso em especial, conhecendo um pouco de jornalismo regional, notei que uma figura ilustre do nosso cotidiano estava presente. Foi quando então resolvi mirar minha câmera fotográfica e clicar. Conhecedor do ditado que nada acontece por acaso, ao ler o maravilhoso texto de nosso "amigo" Daniel Lima fiz dele meus sentimentos. Talvez por isso tenha feito premeditadamente essa foto. Me emocionei. Aliás, cabe a isso motivos para me encaixar em algumas partes do texto".

"Quanto ao amor da cidade onde nasci, não irei jamais abdicar, muito menos o orgulho de ser paulista. Sou Santo André desde pequeno, mas me referindo aos fatos jornalísticos, observei que nosso glorioso Diário ficou devendo algo mais ilustrado sobre o Santo André. Poxa vida, estamos na final da Copa do Brasil, isso é pauta para a semana inteira, temos um veículo que representa sim esta cidade maravilhosa, que tem por obrigação mostrar que somos bons, e deixar um pouco de lado esse jornalismo frenético de grande metrópole. A fidelidade desse veículo está aqui na região. Então por que não explorar?".

"Quando fiquei na noite de ontem encarregado de fazer a cobertura de fora do gramado, ou seja, acompanhar os acontecimentos extracampo, confesso que achei um pouco ruim com meu editor por me indicar essa função, mas fiz minha lição de casa como deveria ser feita. Aviso-lhes que foi a última vez, pois sentir o que senti quando o meu time, pelo menos naquela noite, fez aquele segundo gol e eu querendo pular e abraçar todo mundo, olhar para os dois lados e só ver pessoas xingando e bravas, confesso que não desejo isso a ninguém. Naquele momento estava na torcida do Flamengo, tentando fazer do meu trabalho o melhor possível. Passados cinco minutos fui até o outro lado do alambrado e pude dar um abraço em um andreense e dizer cheio de orgulho: é nóis".

"Sei que me empolguei um pouco, mas as vezes palavras não conseguem demonstrar momentos. Tento aqui expor um pouco do que eu passei ontem. Encontrar vários amigos é sempre muito bom, mas gostaria de poder sentir a minha cidade no meu jornal, ou seja, gostaria de ter o prazer de ir até a banca de jornal e ver que de Santo André o Diário conhece, e reina absoluto na região que assim lhe pertence. Não sei se pode chamar isso de crítica, pois sou um sincero e orgulhoso andreense, e tenho meu espaço e minhas qualidades. Meu texto é muito ruim, mas acho que o sentimento de orgulho que temos hoje, por nosso Santo André, faz com que estes erros acabem sendo ligeiramente abonados. Obrigado Santo André, teu formoso destino pertence aos que lutam por ideal!!!"

 Caso Celso Daniel

É mesmo de lascar a falta de compromisso com a verdade informativa que o jornal imprime a cada edição quando se trata do assassinato do prefeito Celso Daniel. Mais uma vez na edição de hoje, ao se referir ao empresário Sérgio Gomes da Silva, esquece-se de acrescentar que a Polícia Civil e a Polícia Federal, que acompanharam as investigações, concluíram que o crime foi ocasional. A versão de crime encomendado, do Ministério Público Estadual, é sacralizada a cada parágrafo. A isso se dá o nome de jornalismo deformado, senão covarde. O que será que está por trás desse renitente esconde-esconde?

 Celebridade (I)

Muito boa a matéria assinada por Jotabê Medeiros no Estadão de hoje sobre o último capítulo da novela Celebridade. O autor faz crítica fundamentada ao moralismo com que o novelista Gilberto Braga resolveu sacramentar a mensagem do folhetim. Na mesma página, em matéria assinada por Adriana Del Ré, delegados, advogados, investigadores, detetives e até um produtor de filme policial dão versões sobre quem matou Lineu, o grande chamariz do último capítulo. Um show de bola.

 Celebridade (II)

A Folha de S. Paulo preferiu texto mais elitista sobre o último capítulo da novela, centralizando a crítica na apresentação do cantor-ministro Gilberto Gil.

 Celebridade (III)

Já o nosso jornal simplesmente ignorou o último capítulo da novela que praticamente imobilizara o País a partir das nove da noite. Quando se debate regionalidade num contexto de globalização, o que queremos dizer é que situações como essa recomendam unir o útil ao agradável: um artigo embasadamente forte sobre o viés sociológico da novela, acrescentado de opiniões de protagonistas da comunidade regional, seria sinal de nova visão de entender a importância da cultura regional num contexto extraterritorial.

 Emprego público

A Folha de S. Paulo fez a melhor cobertura da divulgação da variação do emprego no Brasil. Alçou para o título e para o cerne da matéria o empreguismo no setor público no último respiro temporal pré-eleições. Não se acomodou com uma das doenças crônicas do jornalismo destes dias: a escravização às fontes de informações.

 Farra legislativa

O Estadão de hoje correu atrás da pauta que sugeri ontem neste espaço, depois da publicação da Folha de S. Paulo: a questão do contingente de vereadores no Brasil (e principalmente no Grande ABC) pode embolar o jogo das eleições. Nosso jornal está como Januária, de Chico Buarque.

 Supla na fita

A matéria que acompanhou a apresentação de Supla no Sesc Santo André mostra que Cultura & Lazer está atenta aos eventos locais.

 Pelé na fita

Ainda bem que não nos esquecemos do documentário sobre Pelé, capa de Cultura & Lazer desta sexta-feira. A crítica de Cássio Gomes Neves deveria servir de referência a análises que o jornal deve colocar como prioridade absoluta em todas as editorias. Um jornal incapaz de produzir densidade de interpretações vira papel higiênico precocemente.

 Leitor questiona

De Marcelo Martins, publicitário e morador de Ribeirão Pires: "Gostaria de saber um pouco melhor quais são os critérios do Cultura & Lazer, pois não entendo a diferença de tratamento em alguns casos. Que a pessoa que coordena o caderno deve ser um baita elitista, isso me é bastante claro, visto que não são publicadas matérias de músicos ditos populares, nem mesmo quando estes se apresentam nessa região, fato que já é contraditório, pois parte dos moradores do Grande ABC também gosta de música popular, ao contrário do que deve achar o coordenador".

"Mas mesmo assim, para minha surpresa, vejo um certo desdém com os eventos que acontecem em Ribeirão Pires. Nossa cidade teve nos últimos três meses shows com Skank, Jota Quest e Capital Inicial, que sequer foram noticiados em tal caderno ou então o tiveram de forma bem passageira. O que me causa estranheza é que cerca de uma semana antes do show do Skank em Ribeirão Pires a mesma banda fez show em São Paulo e a matéria saiu na capa do caderno com espaço generoso. Quando o mesmo show chegou em Ribeirão Pires, que acredito ainda faça parte do Grande ABC, o evento não mereceu sequer uma nota".

"Pode-se argumentar que uma matéria inviabilizaria a outra, mas quando do show em São Paulo, o evento de Ribeirão Pires já estava sendo divulgado e, como bom profissional, o coordenador deveria ter acesso a essa informação. Fiquei com a impressão de que o coordenador do Cultura & Lazer, ou quer trabalhar em São Paulo para noticiar os eventos que ocorrem por lá ou simplesmente ignora o que acontece além de Santo André. Como morador da cidade, gostaria que Ribeirão Pires tivesse mais espaço no noticiário, mas nem mesmo os esforços de pessoas bem-intencionadas parecem convencer tais profissionais que Ribeirão Pires faz parte do Grande ABC e, em vários momentos, com eventos melhores do que as outras cidades da região. Gostaria que esse texto fosse publicado na coluna do leitor".

 Conselho do Leitor (I)

Recebi do diretor do jornal, Oscar Osawa, o seguinte emeio:

"Caro Ombudsman: vai aí minha colaboração a respeito do Conselho do Leitor. Como participei desde sua origem, por termos pesquisado e até participado de uma reunião do Conselho do Leitor do jornal Zero Hora, tenho opinião formada sobre. Penso que o Conselho do Leitor, da forma como é hoje, representa uma (não é a única) ferramenta valiosa para balizar a qualidade de nosso produto. É o consumidor de nosso produto jornalístico que emite suas opiniões a respeito do que consome diariamente. Ter este feed-back é tão ou mais importante que uma pesquisa de avaliação de produto".

"Tenho certeza que nossos editores têm maturidade suficiente para entender as observações de leigos e retirar delas bons ensinamentos, desprezando as impropriedades técnicas que vêm a reboque, não ficando sensibilizados em suas autoestimas profissionais. Entendo que são bem-vindas sugestões para aprimoramento de seu funcionamento para otimização de seu potencial utilitário. É claro que um Conselho Editorial é outro mecanismo tão bom quanto. Não vejo nenhum inconveniente de termos ambos sendo ativados de forma concomitante. Aliás, penso que não apresentam nenhum tipo de antagonismo. Pelo contrário, podem retroalimentar-se. Obrigado pelas contribuições".

 Conselho do Leitor (II)

O formato do Conselho do Leitor, de exposição das vísceras da redação sem o menor embasamento técnico, editorial e conceitual da publicação, é, repito, um atentado à classe dos jornalistas e à própria compreensão dos leitores. Uma das condições (entre outras) para que continue meu trabalho de ombudsman está na supressão desse modelo ao final do mandato dos atuais conselheiros.

Ouvir os leitores é fundamental, e jamais passou pela minha cabeça algo em contrário; mas entregar-lhes de bandeja uma coluna dominical que agora passou a ser frequentada também num esquema de pancadaria demagógica pelo editor-chefe, aí é demais. Duvido que os editores do jornal aceitem essa tipologia criminosa. Se eles não se manifestam é porque temem represálias, já que não acredito que sejam amorfos.

O Conselho do Leitor no formato atual, repito, é um acinte ao produto. Nenhum jornal sério se submete à execração pública de leigos. Como nenhuma empresa de qualquer setor se submete à avacalhação pública varejista. O Conselho Editorial é algo completamente diferente entre outras razões porque jamais se interporia entre a redação e os leitores.

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