After falling in replica handbags love with Beatrice,gucci replica handbag Pierre immediately worked hard. In 2009, after dropping out of college, he took over a hermes replica handbags construction company founded handbag replica by his father and became a replica handbags major shareholder. Later he became the vice president of the Monaco Yacht Club. Personally, it has reached 50 million US dollars.
Economia

Indústria demite 23
mil em 12 meses

  DA REDAÇÃO - 05/07/1999

Escolha as opções: 1ª) Uma Volks/Anchieta somada a uma Scania; 2ª) Mais de 25 fábricas de cadeados da Papaiz de Diadema; 3ª) Duzentas e trinta pequenas empresas de 100 funcionários cada. O que significa cada uma dessas alternativas? Trata-se dos números catastróficos de 23 mil empregos industriais perdidos no Grande ABC nos últimos 12 meses. Os dados são oficiais da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) realizada em conjunto pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análises de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) a pedido do Consórcio Intermunicipal de Prefeitos. 

A constatação de que ainda está longe o dia em que o emprego industrial deixará de ser eliminado no Grande ABC não fica caracterizada de forma explícita na PED divulgada no final de junho na sede da Agência Regional de Desenvolvimento, o braço estratégico da Câmara Regional do Grande ABC. Está escondida em percentuais, no item 13 do material distribuído pelo Dieese/Seade. No período de um ano completado em maio último, foram perdidos 8,6% dos empregos industriais na região, assinala o trabalho. Traduzindo para números que dão a dimensão dessa hecatombe que não virou manchete em nenhum dos distraídos jornais, revistas e noticiários de televisão, obtém-se uma daquelas três inquietantes alternativas. 

O contraponto para a perda de 23 mil empregos industriais é a criação, também no mesmo período, de 35 mil vagas no setor de serviços. Para quem gosta de matemática pura, sem condicioná-la ao contexto socioeconômico, a diferença representa saldo positivo de 12 mil empregos. Pura bobagem. Essas ocupações em serviços significam a precarização da mão-de-obra em grande escala, que contrasta com a ocupação em indústria que agrega maiores valores de salários e benefícios, além de fortalecer a roda da economia. Sumiram postos de trabalho em indústrias e inflaram-se ocupações de baixa remuneração. Os estudos comprovam isso, porque já se verificou expressiva redução do contingente assalariado (4%) e aumento do número de trabalhadores autônomos (14,3%). 

O desemprego no Grande ABC é tão grave quanto a perda de postos industriais. A taxa anunciada pelo Seade/Dieese elevou-se de 22% em abril para 22,5% em maio. Estima-se em 263 mil o contingente de desempregados na região. Algo como a soma dos habitantes de São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A elevação do desemprego foi explicada pela incorporação de pessoas à PEA (População Economicamente Ativa), visto que o universo de ocupados manteve-se inalterado. Os estudos ressaltam que a estabilidade do nível de ocupação entre abril e maio últimos decorre de movimentos diferenciados: aumento do número de assalariados sem carteira de trabalho assinada e redução do número de assalariados com carteira. Essa situação reforça a fragilização das condições de trabalho na região. A taxa de desemprego na Capital paulista é de 18,5% e na Grande São Paulo atinge 20,3%. 

Os números das perdas de emprego industrial na região seriam ainda piores não fossem os seis mil postos de trabalho criados em maio e que interromperam movimento de retração verificado desde fevereiro. É provável que as contratações sejam resultado do acordo automotivo e da desvalorização do real. O acerto entre montadoras, sindicatos e governos estadual e federal rebaixou alíquotas de impostos e permitiu menor impacto dos efeitos da crise cambial no início do ano. Já a desvalorização da moeda está redirecionando aos fornecedores locais grande parte de autopeças até então importadas. A expectativa de que esse movimento seja constante é exagerada. O emprego industrial no Grande ABC será cada vez mais seletivo e avaro. Como em todas as regiões atingidas em cheio pela globalização e que substituíram apertadores de parafuso por massa cinzenta bem treinada e tecnologia de ponta.

Leia mais matérias desta seção: