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Quem vai apear PT do poder em
São Bernardo? Vou responder

  DANIEL LIMA - 16/10/2015

Vou responder mesmo, mas não será neste artigo. Tenho todo o direito de fazer suspense para elevar ainda mais a audiência qualitativa deste site. Audiência qualitativa mesmo. Por isso nossos textos incomodam tanto. Não jogamos a esteira do sensacionalismo e do proselitismo no mar da Internet para aumentar o fluxo de leitores. Preferiremos sempre e sempre sustentar artigos pensados, analisados, metabolizados.

 

É o que faremos para responder se será Orlando Morando ou Alex Manente o responsável por derrubar a cidadela petista em São Bernardo. Uma cidadela e tanto: desde a incursão de Luiz Marinho na disputa eleitoral de 2008, o PT descobriu a pólvora de que não tinha cabimento deixar de dar a devida importância ao eleitorado da cidade-símbolo do então chamado Novo Sindicalismo, na qual emergiu Lula da Silva e sua trupe.

 

Tenho razões de sobra para apontar o favorito de São Bernardo no ano que vem, sempre entre Orlando Morando e Alex Manente. Não vejo a menor possibilidade de Luiz Marinho fazer sucessor. Há razões locais, regionais, estaduais e nacionais para desconsiderar que, seja quem for o candidato escolhido, se Tarciso Secoli ou o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira.

 

O jogo a ser jogado é o jogo dos jovens Manente e Morando, adversários publicamente cordiais. Vou parar por aqui senão acabarei por entregar a rapadura ao antecipar alguns pontos que considero relevantes à definição do pleito.

 

Nacionalizar disputa

 

Certo mesmo – e isso vale para os sete municipais dessa Província – é que existe um fator que contribuirá imensamente para os resultados que envolverão os candidatos petistas: quem souber nacionalizar a eleição no ponto exato de equilíbrio em relação às temáticas locais acabará por encaixar um golpe perfeito na mandíbula da credibilidade dos concorrentes da estrela vermelha.

 

Talvez tenha grande vantagem em relação a eventuais outros analistas que se debrucem sobre as perspectivas das eleições na região no ano que vem: enxergo o mundo da política e da administração pública sem o grau de fanatismo ideológico e partidário que contamina o debate e entorpece o raciocínio. Não tenho o rabo preso com nenhum partido político, tenho simpatia por alguns candidatos porque também não é possível mergulhar nas águas das eleições sem estar preparado para se molhar mesmo que um pouquinho em nome de uma regionalidade que precisa dar respostas à sociedade.

 

Aguardem: na semana que vem vou dar o nome e o sobrenome do candidato mais provável a tornar-se prefeito em São Bernardo no ano que vem. Com amplas justificativas. Pronto, já coloquei fogo no paiol de curiosidade. Era mesmo o que queria. 

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