Entrevista Indesejada

Martins e Dotto projetam mudanças
semelhantes no comando da Acisa

  DANIEL LIMA - 23/01/2012

Os associados da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) que forem às urnas nesta quinta-feira, dia 26, para eleger a nova direção da entidade terão a subjetividade como principal fonte de decisão, a julgar as declarações dos candidatos Evenson Dotto e Flávio Martins nesta Entrevista Indesejada. Flávio Martins é empreendedor no setor imobiliário e Evenson Dotto é acionista do Diário do Grande ABC. Estão na Acisa há muito tempo. Flávio Martins há 12 anos. Evenson há nove. O que esperar deles?

Por que as eleições à presidência da Acisa não são mais transparentes, inclusive com a listagem completa dos associados aptos a participar do processo? O site não seria instrumento adequado para isso? Por que flutua tanto o número de associados regularmente habilitados?

 

Flávio Martins -- Você tem razão. O problema é que há quase 30 anos não ocorre eleição na entidade. O exercício este ano, seguramente, vai dar mais dinamismo ao fornecimento dessas informações. Dar visibilidade aos associados aptos a votarem é uma ideia que iremos levar para a próxima diretoria. E a página na Internet, com certeza, é o ambiente mais adequado para isso, porque permite qualquer cidadão obter um grande número de informações importantes ao associado. Por outro lado, não tenho notícia da flutuação do número de associados regularmente habilitados. Desde o início da campanha foi divulgado o número de associados ativos. Baseados nessa informação é que temos atuado.

 

Evenson Dotto -- A lista de associados da Acisa deveria ser única. Realmente estão ocorrendo divergências nas informações e isso causa problemas para nós, que temos de falar com os associados. Quero crer que essa lista seja a mesma que o meu concorrente tem em mãos. Isso é um problema de cadastro que a entidade não deveria ter.  O cadastro deve estar sempre atualizado e pronto para utilização e isso permitirá que um programa futuro de relacionamento seja implantado sem problemas. A lista de associados no site não deve ser utilizada para isso, pois os dados dos associados são sigilosos e não podem ser cedidos a terceiros. Essa flutuação, como escrevi acima, não deveria ocorrer, mas como temos problemas no cadastro, ocorrem esses tipos de informações não confiáveis.

 

Os condicionamentos estatutários definidos nas atribuições do Conselho Superior não limitam os poderes da presidência que, por conta disso, passa a ser mitigada? É possível promover grandes transformações sem o apoio do Conselho Superior?

 

Evenson Dotto -- O Conselho Superior tem suas atribuições, as quais não interferem no dia a dia da entidade. Se as transformações sugeridas forem para melhor atuação da Acisa, tenho confiança que o Conselho Superior irá apoiar. Todas as instâncias de comando da entidade estão lá para que possamos crescer e melhor trabalhar para os associados.

 

Flávio Martins -- A Presidência e Diretoria são absolutamente independentes para tomar toda e qualquer iniciativa administrativa e executiva, desde que atenda às determinações do estatuto. O Conselho é o órgão fiscalizador e zelador do estatuto da entidade. Zela para o seu cumprimento. Toda iniciativa que não seja estatutária e, ainda assim, deva ser promovida, pode ser realizada a partir de mudanças estatutárias. Para seu conhecimento, faço parte de comissão que já trabalha para alterar o atual estatuto e dar à Acisa dinamismo no sentido de atender aos interesses da entidade e dos associados. O processo só pode ser feito em comum com Diretoria e Conselho Superior de forma majoritária, mas posso adiantar que está bastante avançado.

 

Entendemos que o tamanho operacional da Acisa é muito inferior ao tamanho da institucionalidade de representar milhares de empreendedores de Santo André. Quando a Acisa vai estar à altura das demandas dos associados, principalmente de pequeno porte, que mais sofrem com o avançar permanente dos grandes conglomerados comerciais e de serviços?

 

Flávio Martins -- No nosso plano de gestão uma das prioridades é trabalhar para que as operações da Acisa sejam mais dinâmicas. Iremos profissionalizar alguns cargos de direção e aumentar o número de profissionais envolvidos diretamente com a operação, especialmente junto aos pequenos comerciantes e prestadores de serviços. O Sebrae será um grande parceiro na empreitada. Com treinamento e capacitação técnica, aliada ao crédito especial da Crediacisa (cooperativa de crédito), iremos buscar maior proximidade para fomentar o crescimento desses empreendedores.

 

Evenson Dotto -- Nosso projeto é fazer com que a Acisa esteja mais perto dos associados e, isso ocorrendo, certamente esse trabalho será visto por todos, motivando outros futuros associados, principalmente os de pequeno porte estarão conosco também.  Em nossa proposta de trabalho, teremos que ampliar a equipe para que nossa representação também possa ser ampliada. Nessa proposta é exatamente o que consta da pergunta feita: temos obrigação de nos aproximar de todos os associados independentemente do tamanho, e essa representação será melhor à medida que oferecermos mais e melhores serviços a todos. O pequeno deve ser visto como um futuro grande negócio e para isso precisa de apoio. Iremos fornecer esse apoio na forma de cursos de capacitação, palestras e outras iniciativas para que comércio e serviços possam se preparar e enfrentar o grande conglomerado com esforço diferenciado que possa cativar o consumidor e com isso obter o resultado que espera.

 

Qual sua posição histórica sobre o embate entre pequenos e médios comerciantes ante os grandes? A Acisa, assim como outras instâncias, não deixou que a vulnerabilidade dos menores se estabelecesse e se consolidasse?

 

Evenson Dotto -- O pequeno e médio devem procurar alternativas para competir com os grandes, Podemos ajudar criando grupos de trabalho e discutindo diversas alternativas para que isso possa ser feito. Cada tipo de associado tem demanda e capacidade de agir e reagir diante dos fatos. Não existe fórmula única para que isso possa ser feito. Temos de estar sempre atentos às demandas dos associados e também para atender e sugerir inovações para que possam estar sempre em condições de enfrentar qualquer tipo de concorrência. Essa é uma posição que ocorreu e por isso estamos nos candidatando à presidência para ajudar e minimizar essa vulnerabilidade.

 

Flávio Martins -- A maioria dos nossos associados é composta por micros e pequenos empreendedores. Eu, pessoalmente, e a Acisa, historicamente, sempre estivemos na luta em defesa desses associados. Nós, em muitos momentos, questionamos os benefícios dados aos grandes empreendimentos, ou mesmo a aprovação de instalação na cidade, sem benefícios. De certa forma, o Poder Público foi omisso ou conivente com esse momento histórico. A cidade policêntrica, com o fortalecimento dos bairros, não foi prioridade dos vários governos que se sucederam em Santo André.

 

A disputa que se dará na Acisa é uma lição a entidades assemelhadas cujos presidentes estão, inclusive, há mais de duas décadas na direção?

 

Flávio Martins -- Sim! A Acisa exerce o papel de liderança regional mais uma vez ao promover eleição direta por meio do voto secreto. É importante deixar claro que, apesar de não termos tido eleições diretas, a Acisa sempre preservou a renovação. Nos últimos 12 anos tivemos três presidentes indicados pelos conselhos diretor e superior. A possibilidade de disputa sempre esteve em pauta.

 

Evenson Dotto -- Essa nossa disputa é altamente salutar e legítima. No caso da Acisa, acreditamos que o momento é oportuno para que seja feita a oxigenação necessária ao bom encaminhamento das necessidades dos associados juntamente com o nosso grupo multidisciplinar de trabalho. Em relação às demais entidades, cada uma tem sua história e objetivos que podem ser diferentes de nós. Portanto, cabe a cada uma definir sua forma de gestão e atuação. Os exemplos que imprimirmos na Acisa, conforme nossa proposta de trabalho, deverão ser absorvidos por outras associações comerciais.

 

Como se explica que, passa ano, entra ano, as associações comerciais não conseguem se entender na definição de plano estratégico em comum que beneficie a Província do Grande ABC? Se há problemas que afligem a Província como um todo, como não lhes dar tratamento semelhante?

 

Evenson Dotto -- Como parte de nosso plano de trabalho, estão ampliação e maior participação no relacionamento das Associações Comerciais do Grande ABC. Acrescento mais: temos que ter maior relacionamento com outras entidades de classe, como: Regran, dos postos de gasolina; Sehal, dos bares e restaurantes; Sipan, das padarias; Acigabc, dos construtores; Sescon e Aescsa dos contabilistas; Ciesp, entre outras. Todas têm o mesmo interesse, que é a melhoria da região. Temos de estar todos juntos para que isso possa ocorrer.

 

Flávio Martins -- Se as associações comerciais, agora à frente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, não exercerem esse papel, perderão grande oportunidade. Mas considere que, conforme já informei, o meu grupo assumirá o papel junto a esse fórum para construir o plano estratégico não só da Acisa, mas o regional. Para isso iremos buscar experiências de planejamento estratégico das demais regiões metropolitanas do Estado de São Paulo, junto à Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

 

Por falar em Província do Grande ABC, o senhor discorda dessa definição que, em linhas gerais, significa dizer que somos muito menores que a soma das sete partes que nos compõem?

 

Flávio Martins -- A região do Grande ABC foi o berço do desenvolvimento industrial do nosso País. Temos de resgatar o legado e as oportunidades que se oferecem. Ainda temos tempo de aproveitar as lideranças políticas, empresariais e o nosso potencial logístico, tecnológico e a proximidade com maior centro econômico da América Latina para transformar a nossa região. Agora penso que falta ainda muita dedicação, especialmente dos políticos para que isso ocorra. É preciso que haja convergência para o interesse de nossa região, e isto é pouco visto entre a maioria de nossos representantes públicos.

 

Evenson Dotto -- Discordo. O Grande ABC não é Província, todas as cidades têm sua grandeza e suas fraquezas, nem por isso somos Província. Realmente creio que existe uma síndrome quando se diz que nos achamos pequenos, mas somos muito grandes. As sete cidades juntas são maiores do que diversos Estados e alguns países. Apenas precisamos nos unir como se fôssemos um só e brigarmos para que o Grande ABC possa crescer em conjunto. O Consórcio Intermunicipal e a Agência de Desenvolvimento Regional devem atuar em conjunto. No momento, e na visão de alguns, podem não estar realizando um bom trabalho, mas tenho convicção que são extremamente importantes para o desenvolvimento da região. Estaremos atentos para que a atuação dessas entidades possa ser estimulada e também incentivada como no passado, tendo obtido bons resultados.

 

O senhor seria capaz de garantir que, vitorioso na disputa, faria todos os esforços para elucidar a questão envolvendo o projeto Cidade Pirelli, cujas consequências para os cofres públicos são seguramente bastante negativas?

 

Evenson Dotto -- Se existe algum problema nesse projeto e a cidade foi prejudicada, iremos verificar e interferir para esclarecer. Não deixarmos nossa cidade com qualquer tipo de prejuízo.

 

Flávio Martins -- A Acisa, em tese, tem assento em todos os conselhos da cidade. Haverá seguramente um Conselho para discutir o assunto. Pode ter certeza que, vitorioso, o nosso grupo buscará conhecer todos os detalhes do projeto. Em caso de divergência aos interesses públicos, a Acisa vai se manifestar e dar, com certeza, visibilidade ao assunto.

 

O senhor acha viável melhorar o que está definido em São Paulo, onde o prefeito Gilberto Kassab acaba de constituir um Conselho Consultivo para políticas públicas contando com a participação de mais de duas dezenas de entidades? Não teria passado a hora de Santo André, como outros municípios da região, contar com um Conselho Consultivo entre entidades e à parte da Administração Pública, que atuaria de forma permanente e independente? Por que as entidades da região insistem em ficar a reboque dos administradores públicos?

 

Evenson Dotto -- Como disse anteriormente, todas as entidades devem estar trabalhando com o mesmo objetivo, que é o crescimento e o fortalecimento da região. Se for necessária a criação de uma nova entidade para atingirmos esse resultado, sou a favor. Se vitoriosos formos, não ficaremos a reboque da administração pública, pois não temos qualquer ajuda por parte deles. Temos que ter um bom relacionamento com o Poder Público. Nosso associado precisa ser bem atendido e isso às vezes precisa de apoio do Poder Público. Bom relacionamento, entretanto, não significará de forma nenhuma subserviência nem ficar a reboque.

 

Flávio Martins -- O prefeito Gilberto Kassab, de certa forma, fez o mesmo que o presidente Lula no início da gestão. Acho extremamente relevante que o administrador público tenha, a seu dispor, conselho de entidades e lideranças que só podem somar à gestão. Mas, para tomar a iniciativa o administrador público precisa ser desprendido e muito transparente. Não sei se a maioria tomaria essa posição. Quem chegou perto do formato, e em Santo André com muito sucesso, foi o prefeito Celso Daniel, com o projeto Santo André Cidade Futuro.

 

Também já não se teria passado a hora de reorganizar a representação interna da Acisa com um Conselho Consultivo democratizado, contando com representantes de empreendedores de diferentes pontos de Santo André, e cujos membros passassem também a dar mais densidade à própria gestão da entidade? O Conselho Superior admitiria esse tipo de evolução?

 

Flávio Martins -- O Conselho Superior da Acisa é composto estatutariamente por ex-presidentes com assento vitalício. Mas desde a gestão de Wilson Ambrosio, há mais de nove anos, o Conselho foi recheado com personalidades do mundo empresarial que têm dado mais musculatura ao grupo. Na verdade, eles que são maioria, já estão neste Conselho Consultivo que você acaba de nominar. Vamos levar a idéia para a comissão de reforma estatutária. É disso que falei quando comentei que o estatuto da Acisa tem de ser dinâmico.

 

Evenson Dotto -- Nossa chapa contempla diretores de diversos segmentos e regiões da cidade. Acredito que iremos atender o que deve ser reorganizado na Acisa e em toda e qualquer demanda. Usaremos sempre o modelo democrático em todas as decisões, já que tudo precisa ser aprovado por maioria dos presentes em reunião de diretoria. Portanto, nossas decisões sempre terão que ser amplamente discutidas e debatidas antes de qualquer solução final.

 

Outra empreitada, agora em âmbito regional, é a formulação de um ramal de estudos e estatísticas que contribuíssem para o aclaramento informativo dos empreendedores. É tão difícil deixar de lado os pontos conflitantes ou endemicamente excluidores de relacionamento entre essas entidades e partir para experimentos consensuais que retirem dos administradores públicos o monopólio de informações nem sempre corretas?

 

Evenson Dotto -- Vamos estar em contato com universidades da região e que venham convergir para construir um banco de dados e informações que possam ser utilizadas por nossos associados e entidades interessadas no assunto. Como dito anteriormente, estaremos em contato com todas as associações comerciais da região para que informações provenientes desse trabalho tragam a transparência necessária aos empreendedores.

 

Flávio Martins -- A experiência nos aponta que temos de ter uma centralização, quer seja para tomada de decisão da gestão pública, considerando o Grande ABC, assim como para estudos para investidores que buscam nossa região para se instalar. Há tempo existe a ideia de que isso seja feito no âmbito da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. O executivo da Agência, Silvio Minciotti, tentou centralizar essas informações e não obteve êxito. Todos precisam, mas ninguém abre mão da descentralização sob argumentos que não se sustentam. Nossa gestão irá trabalhar fortemente para que isso seja levado a efeito, ao motivar todas as nossas coirmãs para a empreitada. Como temos o presidente da Agência como representante eleito, desta feita oriundo das associações comerciais, não podemos perder a oportunidade.

 

O prefeito Aidan Ravin, embora convidado, não deu as caras na festa de fim de ano da Acisa, um ponto alto do calendário da entidade. A Acisa não é importante para o prefeito?

 

Evenson Dotto -- A Acisa é uma entidade extremamente importante, mas essa é uma pergunta que deve ser feita diretamente ao senhor prefeito.

 

Flávio Martins -- A ausência de Aidan Ravin não foi justificada até agora. Para a Acisa, foi uma ausência, para a população de Santo André, presente em mais de 18 mil pessoas espectadores, foi desrespeito. Ainda mais, no seu maior e mais rico evento cultural da cidade e região. É a primeira vez, em toda a história do espetáculo de Natal -- um belo festival de luzes, vozes e cores natalinas -- que o prefeito não comparece.

 

Qual foi seu posicionamento interno, já que externo não houve nenhum da entidade, sobre o empresário Sérgio De Nadai, condenado pela Justiça por integrar a chamada Máfia da Merenda? Que medida o senhor entende que deveria ou ainda deve ser tomada, levando-se em conta que Sérgio De Nadai é membro do Conselho Superior?

 

Evenson Dotto -- Lembro-me bem quando a empresa De Nadai Alimentação foi uma das escolhidas da revista LivreMercado e, naquela edição, o senhor Sérgio De Nadai foi premiado como um dos destaques da classe empresarial. Nosso esforço deve ser o de tentar convencê-lo a intensificar negócios em nossa cidade ou na região.

 

Flávio Martins -- O Sérgio De Nadai é um grande empresário da nossa cidade e que tem contribuído com nosso crescimento. O empresário foi um dos convidados do Conselho Superior para essa gestão que se encerra agora em março, indicado pelo atual presidente, Sidnei Muneratti. Não conheço os detalhes da condenação para me manifestar. A renovação do Conselho acontece após cada eleição da nova diretoria, da qual o presidente passa a fazer parte como vitalício. Esta é a hora para qualquer tomada de decisão.

 

Com Sérgio De Nadai no Conselho Superior a Acisa estará eticamente à altura de questionar políticas públicas, por exemplo?

 

Flávio Martins -- O Conselho Superior encerra mandato junto com a diretoria atual agora em março. Não sabemos se o Sérgio De Nadai fará parte do próximo Conselho, seja porque não aceitaria continuar ou porque não seria convidado. Temos de aguardar a decisão do colegiado responsável pelo convite. Se eu for eleito deixarei de fazer parte do Conselho, por razões óbvias.

 

Evenson Dotto -- A Acisa sempre estará à altura para questionar qualquer posicionamento político que for tomado em desacordo com o crescimento de nossa cidade e de nossos associados. A presença do senhor Sérgio De Nadai em nosso Conselho Superior tem se mostrado amplamente comprometida com o estatuto.

 

Não seria providencial um código de ética que colocasse a Acisa automaticamente em posição confortável ante situação como a que atropelou o empresário Sérgio De Nadai? O senhor é favorável a medida regulamentar padronizada que, ao ser desencadeada, evitaria constrangimentos individuais?

 

Evenson Dotto -- A criação de um código de ética é uma proposta interessante que, após discussão com a diretoria, pode fazer parte de uma possível alteração estatutária. Qualquer medida que possa melhorar a atividade da Acisa tem o apoio de toda nossa chapa.

 

Flávio Martins -- É um assunto importante que poderá ser avaliado pelo grupo de trabalho responsável pela revisão do atual estatuto da Acisa. Iremos encaminhar essa demanda para o presidente do Conselho.

 

O senhor Evenson Dotto é beneficiado por concorrer à Presidência da Acisa tendo o suporte do Diário do Grande ABC que, todos sabem, exerce função que vai muito além do que, tradicionalmente, se reserva a veículos de comunicação, principalmente quando se trata de Acisa?

 

Flávio Martins -- Até agora não detectamos nenhum benefício ao nosso adversário pelo tal veículo de comunicação. A campanha tem se dado em alto nível e o corpo a corpo tem sido a tônica. A Acisa e seus associados têm independência e maturidade excepcionais e não se deixarão levar por influências externas. As propostas de gestão, com renovação e modernidade, é que irão motivar os nossos associados. Não acredito em direcionamento.

 

Evenson Dotto -- Sou acionista e diretor do Diário do Grande ABC e qualquer leitor atento está vendo que a empresa não tomou partido algum nesta eleição. O Diário do Grande ABC é uma empresa jornalística que leva o jornalismo com ética e seriedade. Sempre se posicionou a favor do crescimento de nossa região e isso nunca irá mudar. Sempre teve um papel de apoio a todas as associações, sindicatos, clubes, entidades assistenciais e qualquer outra que esteja praticando trabalho para o crescimento e desenvolvimento de nossa região.

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