Com cinco representantes no G-20 Paulista, Grupo dos 20 Municípios economicamente mais importantes do Estado (Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não fazem parte da lista) a Província do Grande ABC terminou a primeira década deste novo século acumulando perdas.
A derrota no sábado de Carnaval para o Corinthians reserva no Estádio Anacleto Campanella por 1 a 0 não mancha a reputação do São Caetano como algoz do alvinegro ao longo da história, mas o adversário deixou algumas lições que poderão ser muito úteis nos 11 jogos que faltam para o final da fase de classificação da Série A do Campeonato Paulista.
O Diário do Grande ABC não toma jeito na mania que tem de pretender-se Deus do jornalismo regional, confundindo longevidade de atuação com qualidade de avaliação: o ex-primeiro ministro da Administração Aidan Ravin, Nilson Bonome, está confirmadíssimo como peso bastante relevante na próxima campanha eleitoral.
O prefeito Luiz Marinho dá corda frouxa a um assunto que, mal explicado, poderá lhe atazanar a vida mais à frente, quando colocar a disputa do governo do Estado, em 2018, em sua alça de mira objetiva, não especulativa. Ou até mesmo quando se fizer um balanço dos mais que prováveis oito anos de mandato.
"Província do Grande ABC" ou simplesmente "Grande ABC?" Esta é a questão à análise do Conselhão Regional, instância que a revista digital CapitalSocial está organizando para efetivar série de estudos. Os integrantes do Conselhão Regional já selecionados (e outros que serão aos poucos) já foram comunicados sobre o temário da primeira ação coletiva.
Somente os ignorantes de pai e mãe acreditam que o futuro da Província do Grande ABC ainda passa pelo setor de transformação industrial tradicional, força-motriz da classe média que se forjou aqui. O que temos no setor industrial é o quase tudo que restou das grandes mudanças ocorridas nos anos 1990, principalmente, e o que teremos no futuro é o que possivelmente não encontrará vantagens ao debandar dessa encalacradíssima geografia metropolitana dominada pelo mercado imobiliário ganancioso, manipulador e inconsequente.
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