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Imprensa

História do melhor jornalismo
regional do País. Leiam! (110)

DANIEL LIMA - 11/10/2018

Como a memória é curto, os interesses são particulares e os mandachuvas e mandachuvinhas seguem a mandar nas praças da região, não custa nada (muito pelo contrário) enfatizar sempre e sempre: a recuperação da memória de fatos da região desde que lancei a revista LivreMercado no começo dos anos 1990 é fundamental para se entender o que se passa nestes dias. Na edição de hoje colocamos integralmente à disposição dos leitores dois textos que preparei para a edição de julho de 1997, sobre regionalidade. O primeiro é o Editorial de LivreMercado, sob o título “Em tempo de transformações, apesar de alguns problemas”. Leiam os primeiros trechos: “A efervescência mobilizadora das administrações públicas em busca da arca perdida do desenvolvimento econômico regional, em contraste com a estúpida letargia que as antecedeu, está levando o Grande ABC a overdose de programações no setor. O calendário municipal e regional tem sido tão caudaloso e intenso, excluindo-se a dormente Diadema e a recalcitrante São Caetano, que já se sente o quanto o desvario de orgulho e negligência históricos provocou de prejuízos. Hoje sobram eventos e faltam técnicos especializados e mesmo voluntários mais qualificados para dar contribuição aos estudos”. O segundo artigo trata da criação da Câmara Regional do Grande ABC, sob o título “Detalhismo e dispersividade atravancam Câmara Regional”. Leiam os primeiros parágrafos: “A julgar pelo afogadilho da Carta da Câmara do Grande ABC formulada pelo presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Santo André, Celso Daniel, e pela predominância de representantes do Poder Público nos trabalhos dos grupos temáticos, o documento que vai ser apresentado como Acordo do Grande ABC talvez se consagre como repeteco da desajuizada Constituição dos Miseráveis, como assim a batizou o ingenuamente premonitório Ulysses Guimarães. O risco de que o documento seja tão detalhista quanto dispersivo e de que o romantismo sobreponha-se ao pragmatismo não pode ser desprezado quando se sabe que o perfil de boa parte dos formuladores das propostas de recuperação do Grande ABC está voltado para o Estado provedor que morreu de morte morrida e nem direito à missa de sétimo dia teve”.  

05/07/1997 - Em tempo de transformações, apesar de alguns problemas 

24/07/1997 - Detalhismo e dispersividade atravancam Câmara Regional



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