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Sociedade
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  DANIEL LIMA - 11/06/2014

Os prevaricadores que se cuidem. Agora não há dúvida de que o Movimento Defenda Grande ABC chegou para valer como novidade modificadora do quadro institucional da Província do Grande ABC. A dois dias da abertura da Copa do Mundo, na tarde de terça-feira no Centro Empresarial Pereira Barreto, uma reunião breve e objetiva definiu o quadro diretivo da organização. O empresário do setor de corretagem de seguros, Elísio Peixoto, com vasta experiência em movimentos comunitários, foi indicado à presidência. Outros 14 nomes constam da diretoria que deverá ser aclamada pelos associados em 15 de julho, dois dias após o encerramento do torneio internacional de futebol. Como se observa, o futebol virou nosso referencial. Se não tememos concorrer com o esporte-rei, imagine se vamos fugir da raia em outras situações.

 

O Defenda Grande ABC deixou mesmo de ser um sonho acalentado de forma explícita por dezenas de moradores da região e implícita por milhares de integrantes da sociedade regional que não encontram respaldo nas entidades tradicionais. O viés modernizador do Defenda Grande ABC, sem vínculos corporativos de qualquer espécie, é cláusula pétrea que constará do estatuto em fase de elaboração pelo próprio Elísio Peixoto.

 

O alvo principal do Defenda é o Poder Público. Sem perseguições, é claro. Mas também sem condescendência. Há muita escuridão administrativa que precisa ser submetida a potentes refletores. O Ministério Público será o destinatário natural das demandas do Defenda Grande ABC. As iniciativas terão respaldo legal. A constituição do movimento seguirá fielmente os pressupostos das Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). A transparência das iniciativas e dos resultados vai se rivalizar com o entusiasmo de avançar em direção a uma sociedade que ressente a ausência de parceiros confiáveis a representá-la.

 

Ambiente apropriado

 

Adoro futebol, mas nestes dias que antecedem a estreia do Brasil na Copa do Mundo não há lugar à emoção individual senão na perspectiva de que o Defenda Grande ABC se transforme no estuário de iniciativas que a comunidade tanto clama. O ambiente de desencanto com os rumos da Província do Grande ABC, território no qual se combinam decadência econômica e pusilanimidade social, provavelmente será incomodado pelo o entusiasmo dos integrantes do Defenda.

 

Muito há a fazer, mas o principal mesmo nestas alturas do campeonato é que já se começou a fazer. Reunir a dois dias da abertura da Copa do Mundo um grupo de voluntários que dimensionam muito bem o vespeiro em que estão se metendo e retirar os insumos básicos de uma organização que promete mudar a pauta regional não é pouca coisa. Legalizar o movimento dois dias após o encerramento da Copa do Mundo, então, é prova de que o resultado final daquela competição, de ressaca ou de entusiasmo, também não afeta as ações.

 

Alguns pressupostos vão tornar o Defenda Grande ABC inédito na geocultura regional. A independência da agenda à qual se dedicará talvez seja o ponto principal. Os integrantes da diretoria a ser aclamada pelos associados são profissionais de diversas áreas. Todos maduros. Uns mais abrasivos que outros, numa mistura mais que saudável. Todos, entretanto, comungam do mesmo preceito: acreditam que chegou a hora de darem ainda mais provas de que têm experiência e conhecimento para encaminhar a novos rumos a legitimidade e a produtividade de organizações sociais. As entidades de classe que estão aí, sem distinção, morreram de morte morrida, quando não de morte matada, ou vivem no lusco-fusco de acreditarem que ainda existem, embora não passem de zumbis a alimentar-se de migalhas públicas.

 

Individualidade e coletivo

 

Pertencer ao Defenda Grande ABC é um ato de coragem individual só superado pela certeza coletiva de que tudo valerá a pena. A região é frágil demais em contraposições à ordem unida de controle social e econômico por forças políticas, principalmente por forças políticas, que exageram na dose de esnobismo, materialismo e desprezo aos cidadãos.

 

A convicção geral é de que novas tentativas de capitulação fazem parte do dicionário de artimanhas dos opositores do movimento. Não é preciso preparar um manual de resistência às forças absolutistas da praça para saber o que os donos dos podres poderes da região pretendem. Os enunciados de bastidores são velharias táticas que sempre e sempre darão certo aos incomodados, desde que quem esteja do outro lado demonstre fraqueza de caráter.

 

A direção do Defenda Grande ABC sabe que não é bem-vinda à Província, mas que será um ramal de resistência e transformações significativas para quem ainda sonha com a volta do Grande ABC. Exorcizar a Província, entretanto, não deve e jamais será um ato ou uma sucessão de atos que se guiem pelo marketing vazio. CapitalSocial voltará a denominar a região de “Grande ABC” e suprimirá daí em diante “Província” quando este jornalista contar com elementos garantidores de que novos tempos chegaram.

 

A individualidade de depoimentos, declarações ou mesmo de textos, como este, não pode ser transferida necessariamente à entonação oficial do Defenda Grande ABC. A diretoria é formada por profissionais de várias áreas que se comunicam de maneiras diferentes e expressam sentimentos igualmente com diversidade. O que nos une e que servirá de combustível às empreitadas que virão é o senso comum de que algo de importante, substancioso, revolucionário, contundente, reformista, precisa ser feito na Província do Grande ABC.  Seja com punhos de renda, preferencialmente, seja com luvas de boxe, se preciso.

 

Diplomacia produtiva

 

A presidência de Elísio Peixoto, profissional da conciliação com resultados, é prova da boa vontade do Defenda Grande ABC em buscar transparência sobre o uso de recursos públicos com diplomacia. Mas não se pode confundir diplomacia com qualquer coisa que lembre frouxidão. Com o respaldo permanente dos demais diretores, Elísio Peixoto jamais entrará em campo sem cobertura coletiva. A ação do Defenda Grande ABC, conforme se decidiu democraticamente na construção de conceitos-chave colocados à votação, é ostensivamente construtiva, de moderação com viés de impaciência. O contrário não seria contraproducente e tampouco menos construtivo, mas preferiram os voluntários do movimento dar um passo só aparentemente conservador à escalada de novos tempos.

 

Para completar, desdizendo o que aqui escrevi e o que disse em várias reuniões, decidi ocupar uma das diretorias da organização. Fui impelido ao cargo de direção de comunicação e relações institucionais juntamente como Sérgio Luiz Munhoz, igualmente profissional da área. É muito provável que a especialidade de cada um preencherá adequadamente o organograma. Ele ficará com as relações institucionais, moderado que é. Eu ficarei com a comunicação.

 

Agora, a relação completa dos diretores do Defenda Grande ABC, além do presidente Elísio Peixoto: Conrado Orsatti, Edgard Brandão Júnior, Fábio Vital, Gilberto Wachtler, José Cláudio Fernandes, José de Araújo Villar, Luiz Carlos Henrique, Luiz Carlos Picherillo, Marcos Buim, Nelson Tadeu Pasotti Pereira, Silvia Novaes Bertani e Valmor Bolan, além deste jornalista e de Sérgio Munhoz, é claro. 

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